Com o final de 2025 se aproximando, muitos investidores começam a considerar onde aplicar seus recursos em 2026. De acordo com Antônio Sanches, analista de research da Rico, é necessário mesclar estratégia, bom senso e paciência para investir de forma consciente.
“Investimentos são como ferramentas. Por isso, usar a ferramenta certa para o objetivo certo faz toda a diferença”, afirma.




A lógica de Sanches é simples: o melhor investimento varia de acordo com o perfil do investidor, o horizonte de tempo e os objetivos. E uma carteira de investimentos bem diversificada geralmente é a melhor estratégia em situações de incerteza.
Ações ou renda fixa em 2026?
Para 2026, o analista avalia que a renda fixa deve continuar bastante atrativa, ainda que com algum movimento de queda nos juros. A expectativa da Rico é que a Selic – atualmente elevada – seja gradualmente reduzida, passando dos 15% ao ano para cerca de 12% no segundo semestre do ano que vem.
E isso permitiria que investimentos pós-fixados e atrelados à inflação mantenham retorno real interessante. Nesse contexto, a recomendação de Sanches varia conforme o perfil do investidor. Veja só!
- Conservador: cerca de 90% em renda fixa (mistura de pós-fixado, prefixado e IPCA+), 10% em renda variável.
- Moderado: 70% renda fixa, 30% renda variável (ações, fundos imobiliários, multimercados).
- Sofisticado (agressivo / longo prazo): divisão equilibrada, ou seja, cerca de 50% renda fixa, 50% renda variável e ativos alternativos.
Ainda de acordo com Sanches, a resposta ideal não é “ou uma coisa, ou outra”, mas sim “ambas, com equilíbrio, de acordo com seu perfil”.
“Para 2026, é ideal investir nos dois, ações e renda fixa. Esse balanço ajuda a reduzir riscos e aproveitar oportunidades, independentemente da oscilação dos juros ou do mercado de ações”— Antônio Sanches, analista de research da Rico
