Mais de 50 mil pessoas permanecem desaparecidas após os terremotos que causaram destruição em diversas regiões da Venezuela, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). O número evidencia a gravidade da tragédia e aumenta a preocupação de familiares que ainda esperam informações sobre parentes possivelmente soterrados. As autoridades acreditam que a quantidade de vítimas pode crescer conforme os resgatistas conseguem avançar para áreas que permaneciam isoladas.
O governo venezuelano atualizou o balanço dos impactos nesta sexta-feira (26/6), confirmando 920 mortes e 3.360 pessoas feridas. No relatório anterior, divulgado na quinta-feira (25/6), eram contabilizados aproximadamente 500 óbitos, indicando que a extensão dos danos ainda está sendo avaliada.




Em entrevista à AFP, em Genebra, o chefe humanitário da ONU, Tom Fletcher, afirmou que a busca por sobreviventes entre os escombros representa um dos maiores desafios enfrentados pelas equipes de emergência.
“Esta é uma operação de resgate extremamente complexa. Há mais de 50 mil pessoas desaparecidas e mais de 500 mortas; portanto, buscar sobreviventes nos escombros é uma tarefa colossal”, declarou.
Equipes enfrentam operação de resgate considerada uma das mais difíceis
Enquanto bombeiros, voluntários e máquinas trabalham na remoção dos destroços, novos relatos de sobrevivência continuam trazendo esperança às famílias afetadas. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que os trabalhos de busca seguem sem interrupção desde o início da emergência.
“Estamos trabalhando incansavelmente nessa tarefa. Não dormimos um minuto. Há famílias que estão esperando encontrar com vida seus familiares”, disse.
A presidente também destacou os resgates realizados pelas equipes que atuam nas áreas destruídas e afirmou que a localização de sobreviventes representa um alívio em meio ao cenário de devastação.
“Resgatamos dezenas de pessoas com vida, o que nos traz alegria, pois elas poderão dar um abraço em suas famílias e entes queridos”.
