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Os momentos em que o Papa se posicionou contra intolerância, racismo e mais

Ao longo de mais de uma década à frente da Igreja Católica, pontífice rompeu silêncios históricos e desafiou tradições com mensagens de inclusão, empatia e autocrítica.
Papa Francisco (foto Reprodução Redes Sociais)

Papa Francisco (foto Reprodução Redes Sociais)

Durante seus quase 12 anos de pontificado, o Papa Francisco marcou o cenário religioso global não apenas como o primeiro latino-americano a liderar a Igreja Católica, mas como um pontífice que fez questão de se posicionar com firmeza sobre temas sensíveis, como racismo, intolerância, sexualidade e desigualdade social. Veja abaixo alguns exemplos:

1. Contra o racismo e a exclusão social

A morte de George Floyd, em 2020, causou comoção mundial. Francisco não se calou diante da brutalidade que tirou a vida do homem negro nos Estados Unidos: “Não podemos tolerar nem fechar os olhos diante de nenhuma forma de racismo, ou de exclusão, e pretender defender o caráter sagrado de toda vida humana”.

2. “A Igreja deve pedir desculpas”

Em 2016, em um encontro com jornalistas, Francisco foi categórico ao dizer que a Igreja precisava reconhecer erros cometidos contra diversos grupos: “Acho que a Igreja não deve apenas pedir desculpas … a uma pessoa gay a quem ofendeu, mas também deve pedir desculpas aos pobres, bem como às mulheres que foram exploradas, às crianças que foram exploradas por trabalho (forçado).”

3. Liberdade de crença e respeito ao outro

Durante uma visita à Ásia, em 2015, o Papa abordou o delicado equilíbrio entre liberdade de expressão e respeito à fé alheia, condenando o ataque à redação do Charlie Hebdo em Paris, mas fazendo uma ressalva importante: “Matar em nome de Deus é uma aberração, mas a liberdade de expressão não dá direito de insultar a fé do próximo. Acredito que tanto a liberdade religiosa quanto a de expressão são direitos humanos fundamentais. Consideremos nossa própria história. De quantas guerras religiosas a Igreja Católica participou? Até nós fomos pecadores”.

4. Inclusão da comunidade LGBTQIA+

Francisco se tornou símbolo de um novo olhar da Igreja sobre a homossexualidade ao responder, em 2013, uma pergunta sobre gays com uma frase que entrou para a história: “Se uma pessoa é gay, busca o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”

5. Contra a islamofobia

Após o assassinato de um padre na França, em 2016, Francisco foi questionado por não citar diretamente o Islã ao condenar atentados extremistas. Ele respondeu com clareza: “Não acho que seja justo associar Islã e violência. Se tiver de falar da violência islâmica, também tenho de falar da violência cristã.”

6. “Mulheres trans são filhas de Deus”

Em 2023, ao acolher pessoas transexuais no Vaticano, o Papa reafirmou sua postura inclusiva, mesmo enfrentando críticas internas: “Elas são filhas de Deus! Ele ainda te ama do jeito que você é. Jesus nos ensina a não estabelecer limites”.

7. Preocupação com a xenofobia na Europa

Durante discurso em 2017, o pontífice fez um alerta sobre o avanço de discursos de intolerância e exclusão em diversos países europeus: “Não escondo a minha preocupação com esses sinais de intolerância, discriminação e xenofobia que aparecem em várias regiões da Europa. Isso nada mais é que temor, medo, do diferente, do estrangeiro.”

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