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OUÇA: Áudios indicam lista de propina do PCC para delegacias de SP

OUÇA: Áudios indicam lista de propina do PCC para delegacias de SP

Mensagens interceptadas durante investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) apontam que operadores financeiros ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) discutiam supostos pagamentos de propina a unidades da Polícia Civil. As conversas citam o 13º Distrito Policial (Casa Verde), o 39º Distrito Policial (Vila Gustavo), o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e uma Delegacia Seccional como destinatários de valores que, segundo a apuração, serviriam para dar proteção a um esquema de lavagem de dinheiro da organização criminosa.

As informações fazem parte da Operação Janus, deflagrada pelo MPSP na manhã desta terça-feira (21/7), com o objetivo de desmontar uma estrutura suspeita de movimentar recursos do crime organizado por meio de um “banco paralelo”. Até o momento, a operação resultou na prisão de 11 investigados apontados como integrantes da rede financeira utilizada pela facção.

Conversas citam repasses para unidades policiais

Entre os presos está Bruno Ramos Fernandes, apontado pelos investigadores como um dos responsáveis por viabilizar a circulação dos valores do esquema. Em mensagens atribuídas a ele e a Robson Martins de Souza, considerado uma das principais lideranças da estrutura financeira investigada, os dois discutem a necessidade de reunir dinheiro em espécie para supostos pagamentos destinados ao 13º e ao 39º Distritos Policiais, além de uma Delegacia Seccional localizada na zona norte da capital.

Procurada para comentar o conteúdo da investigação, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) ainda não havia se manifestado até a publicação das informações.

Áudios também mencionam o Deic

As investigações incluem ainda áudios atribuídos a Cléber Azevedo. Em uma das gravações, ele solicita a liberação de R$ 100 mil para que um suposto integrante do crime organizado efetuasse um pagamento ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Em outro áudio, enviado a Amjad Ahmad, também investigado como operador financeiro da facção, Cléber afirma que policiais civis ligados ao setor de crimes cibernéticos do Deic teriam solicitado um pagamento de R$ 300 mil.

“Oh, meu amigo, como é que cê tá? Tudo bom? Espero que esteja tudo bem. Deixa eu te fazer uma pergunta. Aquela vez que te ajudaram lá no Deic… eu tô com um problema lá. Caí num golpe que eu te falei lá. O cara colocou um dinheiro ruim na minha conta. Bloqueou 11 conto e tô com 5 pau bloqueado. Foi um golpe mesmo. Eu tenho as pessoas tenho tudo. Além de tudo os caras querem indiciar o Robson, e ainda querem tomar 300 conto dele”, afirmou Cléber na gravação, cuja data não foi informada pelos investigadores.

alfinetei

A página @alfinetei foi criada há cerca de 10 anos com o propósito de proporcionar entretenimento através de uma abordagem humorística, especialmente focada em comentários sobre celebridades e fofocas.