O pai das gêmeas Manuela e Antônia Pereira, que morreram em um intervalo de oito dias em Igrejinha, no Rio Grande do Sul, falou publicamente sobre o caso pela primeira vez nesta sexta-feira (18/11). Michel Persival Pereira, de 43 anos, disse ainda não saber o que provocou a morte das filhas.
A mãe das crianças, Gisele Beatriz Dias, de 42 anos, está presa temporariamente, suspeita de duplo homicídio. A Polícia Civil acredita que as meninas foram envenenadas pela mulher. O g1 não localizou a defesa da investigada.




A mãe das gêmeas foi encaminhada para a Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba. Também na sexta, a Justiça decidiu transferi-la para internação psiquiátrica.
Veja o que ele disse
Em entrevista, ele faz um relato emocionante – “Os meus bebês estão no céu, eu tenho certeza disso. Mas eu estou vivendo um inferno, porque elas estão na minha cabeça o tempo todo e eu não consigo imaginar alguém fazendo mal para elas”, disse.
As gêmeas eram agitadas. Eram a alegria da casa, da rua, do bairro. Elas lideravam as outras crianças. Eram perfeitas — lembra o pai, com os olhos marejados.
Michel conta que ele e a esposa estavam juntos há 25 anos. Ele é natural de Igrejinha, e Gisele, de Taquara. Em busca de melhores condições de vida para o casal de filhos mais velhos, a família mudou-se para Santa Maria, na Região Central.
