Paolla Oliveira voltou a chamar atenção para o uso indevido de sua imagem em produções feitas com inteligência artificial. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, exibida no domingo (2/8), a atriz contou que tem sido alvo de deepfakes de conteúdo sexual e de materiais manipulados que atribuem a ela falas e situações que nunca aconteceram. O alerta foi feito durante a atração da emissora.
“Tem fotos minhas na internet que eu nunca tirei, vídeos meus falando coisas que eu nunca disse, corpo circulando por aí com rosto em cima que não é o meu”, afirmou.



De acordo com Paolla, a evolução das ferramentas de inteligência artificial contribuiu para tornar a produção desse tipo de material mais acessível. Com isso, conteúdos falsos podem ser criados e compartilhados com maior facilidade em redes sociais e aplicativos de mensagens.
Paolla já havia alertado sobre imagens falsas
Deepfake sexual é o nome dado a conteúdos produzidos artificialmente com o uso de tecnologias capazes de inserir o rosto ou a voz de uma pessoa em imagens, vídeos ou áudios de natureza sexual sem que ela tenha autorizado. A manipulação pode criar a falsa impressão de que a pessoa participou de situações que nunca ocorreram.
O problema já havia sido denunciado pela atriz anteriormente. No fim de junho, Paolla publicou um alerta aos seguidores sobre materiais falsificados que utilizavam sua identidade. Na ocasião, ela mencionou um levantamento do NetLab, laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que apontou a existência de 198 anúncios fraudulentos utilizando sua imagem em um período de pouco mais de três meses.
Segundo os dados citados pela atriz, grande parte dos anúncios levava os usuários para grupos privados em aplicativos de mensagens. Nesses espaços, eram oferecidos conteúdos pornográficos falsificados que utilizavam a imagem de Paolla.
“Tem um movimento muito gigante que a gente nem se aproxima dele. A gente tem que ter medo, sim. Mas quem sou eu diante dessa tecnologia toda? Essa corrida desleal não vai parar, mas a gente não pode ser engolida”, concluiu Paolla.
