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Pastora viraliza ao fazer pedido para evangélicas casadas com homens agressores; VEJA

Discurso ocorreu em congresso em Camboriú e alcançou milhões de visualizações nas redes sociais
Pastora viraliza ao fazer pedido para evangélicas casadas com homens agressores; VEJA

A pastora Helena Raquel fez um apelo para que mulheres evangélicas denunciem parceiros agressivos durante uma pregação realizada no sábado (03/05), no 41º Congresso Internacional de Missões dos Gideões, em Camboriú, Santa Catarina. O conteúdo repercutiu nas redes sociais e ultrapassou 14,6 milhões de visualizações. As informações são do O Globo.

A líder religiosa utilizou o momento para alertar sobre violência doméstica e incentivar a busca por ajuda. Ao divulgar o trecho, Helena Raquel afirmou que “não existe unção que justifique abuso” e defendeu posicionamento mais ativo das instituições religiosas diante desse tipo de situação.

Discurso incentivou denúncia e busca por proteção

Durante a fala, a pastora orientou mulheres a deixarem de priorizar orações pelos agressores e focarem na própria segurança. “Para de orar por ele (marido agressor) hoje. Deus me trouxe aqui para usar os minutos que todos os pregadores no Brasil gostariam de usar para salvar sua vida da morte. Para de orar por ele hoje, e comece a orar por você”, afirmou.

A religiosa também mencionou a necessidade de procurar ajuda imediata e canais oficiais de denúncia. “Você, a partir de agora, precisa ter coragem para sair e fazer a denúncia em uma delegacia de apoio à mulher ou qualquer outra. Você precisa, com urgência, ligar para alguém de confiança e buscar um lugar seguro. Por último: não acredite no pedido de desculpas, porque quem agride, mata. Saia daí”, declarou.

Helena Raquel afirmou que mulheres em ambientes religiosos muitas vezes são orientadas a não expor situações de violência, prática que criticou durante a pregação. A orientação incluiu a utilização de serviços como o Ligue 180 e o Disque 100 para formalizar denúncias.

Após a repercussão, a pastora reforçou nas redes sociais que líderes que apoiam ou encobrem violência não representam autoridade religiosa. A publicação recebeu manifestações de apoio de seguidoras e de influenciadoras ligadas ao meio cristão.

Dados do Ministério da Justiça apontam que o Brasil contabilizou 1.470 feminicídios em 2025, maior número da série histórica. Informações do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que 37,5% das mulheres relataram ter vivido algum tipo de violência no mesmo período, com parte significativa envolvendo agressões físicas e ameaças.

Veja:

alfinetei

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