O Pix gerou uma economia de R$ 106,7 bilhões a empresas e consumidores brasileiros desde o seu lançamento, em 2020, até junho de 2025. A estimativa é do Movimento Brasil Competitivo (MBC), organização que une empresários e outros representantes da sociedade civil para promover soluções em áreas consideradas estratégicas para o avanço econômico do Brasil.
O que aconteceu
A economia com o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil, foi de R$ 18,9 bilhões apenas entre janeiro e junho de 2025, de acordo com o levantamento. O valor supera a economia registrada no mesmo período de 2024, de R$ 15,3 bilhões, e já é quase quatro vezes maior do que o economizado no primeiro semestre de 2021, primeiro ano do estudo, com R$ 4,9 bilhões.




O MBC projeta uma economia anual de até R$ 40,1 bilhões até 2030. “A gente estava estimando até 2030, mas acho que isso vai acontecer antes, já nos próximos anos é possível economizar na casa dos R$ 40 bilhões, isso em valores disponíveis e que seriam gastos com taxas”, diz o economista do MBC, Rodolpho Tobler, em entrevista ao Valor.
Entre 2021 e 2024, o Brasil quase triplicou o valor economizado, indo de R$ 11,9 bilhões para cerca de R$ 33 bilhões no ano passado. Segundo o economista, novas funcionalidades como o Pix Garantido e o Pix parcelado, não consideradas no estudo, devem aumentar ainda mais a quantia economizada por ano.
Como o levantamento foi feito
O cálculo avalia dois impactos principais: a substituição das TEDs e o aumento das transações de pessoas físicas para empresas em vez do uso de cartões de débito. Com base em informações públicas do Banco Central (BC), o estudo compara o custo médio desses métodos de pagamento e aplica essa diferença ao total de transações efetuadas entre outubro de 2020 e junho de 2025.
