A partir do próximo ano, entram em vigor novas regras definidas pelo Banco Central que têm como objetivo a segurança contra golpes, tornando obrigatória a adoção do Novo Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) e consolidando o Pix Automático como ferramenta padrão para pagamentos recorrentes entre instituições financeiras.
As mudanças fazem parte de um esforço para fortalecer a confiança no sistema, reduzir prejuízos causados por fraudes e ampliar o uso do Pix como principal meio de pagamento no Brasil — indo muito além das transferências instantâneas.





Principais mudanças
As principais transformações envolvem três pilares:
Mais segurança contra golpes e fraudes Facilidade para pagamentos recorrentes Novas funcionalidades em desenvolvimento, como o Pix parcelado
Segundo o Banco Central, o objetivo é modernizar o sistema financeiro sem comprometer a agilidade que tornou o Pix um dos meios de pagamento mais usados do país.
Novo Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) entra em vigor em fevereiro
A mudança mais relevante começa a valer em 2 de fevereiro de 2026, quando passa a ser obrigatória a adoção do Novo Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) por todas as instituições financeiras.
A ferramenta amplia significativamente as chances de recuperar valores transferidos em casos de fraude, golpe ou coerção, um problema que cresceu junto com a popularização do Pix.
Como funcionava o sistema até agora
Antes do MED 2.0, a devolução de valores só era possível se o dinheiro ainda estivesse disponível na conta do golpista no momento do bloqueio.
Na prática, isso dificultava a recuperação, já que criminosos costumam transferir rapidamente os valores para outras contas, pulverizando o dinheiro e burlando os mecanismos de rastreamento.
