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PM aposenta tenente-coronel preso por suspeita de matar a esposa com salário integral; VEJA VALOR

Oficial investigado por feminicídio segue detido e responde também por fraude processual
PM aposenta tenente-coronel preso por suspeita de matar a esposa com salário integral; VEJA VALOR

Na quinta-feira (02/04), a Polícia Militar de São Paulo publicou portaria que determina a ida para a reserva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob suspeita de feminicídio pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, na capital paulista. As informações são do g1 SP.

A decisão foi formalizada pela Diretoria de Pessoal da corporação e atende a um pedido feito pelo próprio oficial. O documento indica que a legislação garante a aposentadoria com base em critérios proporcionais de idade, com manutenção dos vencimentos integrais.

Situação funcional e remuneração

Mesmo com a transferência para a reserva, o oficial mantém direito à remuneração, que deve ser ajustada conforme regras de proporcionalidade. Antes da prisão, o último salário bruto alcançava R$ 28,9 mil, e a estimativa atual aponta valor em torno de R$ 21 mil.

A Polícia Militar informou que a medida não interfere no processo administrativo em andamento, que pode resultar na expulsão do oficial. De acordo com informações apuradas, a eventual perda da patente não implica retirada do benefício previdenciário adquirido ao longo da carreira.

Investigação por feminicídio

A prisão ocorreu em 18 de março, após decisão da Justiça Militar que determinou a detenção preventiva. O oficial é investigado por feminicídio e fraude processual.

A apuração aponta que a morte de Gisele Alves Santana ocorreu com um disparo na cabeça dentro do apartamento onde o casal vivia, no bairro do Brás, na região central de São Paulo. A versão inicial apresentada indicava suicídio.

Laudos periciais da Polícia Civil identificaram inconsistências no relato, o que levou ao avanço das investigações e à responsabilização do oficial. Atualmente, ele permanece detido no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital.

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