Um caso que chocou moradores do Jardim Três Marias, na Zona Leste de São Paulo, ganhou novo desdobramento nesta segunda-feira. Um soldado da Polícia Militar apontado como suspeito de matar um cachorro comunitário com sete tiros foi conduzido por policiais civis para prestar depoimento. As informações são do g1.
O militar, que não teve o nome divulgado, foi levado pela Corregedoria da PM ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, localizado na região central da capital paulista. Ele deverá ser interrogado e, em seguida, indiciado por maus-tratos a animais, podendo responder ao processo em liberdade.



Imagens registraram momento dos disparos
A revolta aumentou após a divulgação de imagens de câmera de segurança que flagraram o ocorrido. No vídeo, o animal aparece latindo enquanto o homem discutia com a esposa na rua. Em seguida, o soldado saca a arma e efetua diversos disparos antes de deixar o local.
O cachorro não tinha nome oficial nem raça definida, mas era conhecido pelos moradores como “caramelo”. Ele vivia nas proximidades e costumava dormir no estacionamento de um shopping da região, onde era cuidado informalmente por frequentadores e funcionários.
O laudo necroscópico apontou que o animal foi atingido por um tiro na cabeça, dois no peito e outros disparos distribuídos pelo corpo. A perícia confirmou a gravidade da ação registrada pelas câmeras.
Se condenado, o policial poderá cumprir pena que varia de dois a cinco anos de prisão. Em situações semelhantes, a Justiça costuma converter a punição em prestação de serviços comunitários, mas o caso segue sob investigação das autoridades competentes.
