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Receita passou a monitorar quem movimenta mais de R$ 5 mil no Pix

Pix ganha novas regras para aumentar a segurança. Entenda o limite noturno e o que muda nas suas transferências
Pix (foto Reprodução Redes Sociais)

Pix (foto Reprodução Redes Sociais)

A partir deste mês, a Receita Federal começou a monitorar com mais rigor as transações financeiras feitas por meio do Pix. O novo monitoramento, que entrou em vigor em 1º de outubro, é fundamentado na Instrução Normativa n.º 2.219/2024 e expande os dados fornecidos por bancos, operadoras de cartões e fintechs ao Fisco por meio do sistema e-Financeira.

De acordo com a nova norma, pessoas físicas que realizarem transferências, recebimentos ou pagamentos superiores a R$ 5 mil por mês terão suas operações examinadas minuciosamente. Para empresas e MEIs, o teto é de R$ 15 mil por mês. As informações são enviadas à Receita a cada seis meses, que utiliza inteligência artificial para comparar os dados com as declarações de Imposto de Renda.

Com o progresso do sistema automatizado, a Receita Federal procura detectar discrepâncias entre a renda informada e os valores efetivamente movimentados, como depósitos e transferências de origem não verificada. A meta é aumentar a transparência nas operações financeiras e combater a sonegação fiscal.

As análises são realizadas de forma automática, considerando o histórico de movimentações de cada contribuinte. A Receita afirma que transferências entre familiares, reembolsos e empréstimos pessoais não são alvo direto de fiscalização, desde que os valores sejam compatíveis com o perfil financeiro do titular.

“Essas medidas reforçam os compromissos internacionais do Brasil no combate à evasão fiscal e à lavagem de dinheiro, sem representar a criação de novos impostos”, informou o órgão em nota.

Multas e penalidades

Quando o sistema identifica divergências entre o que foi movimentado e o que foi declarado no Imposto de Renda, o contribuinte pode ser intimado a comprovar a origem dos recursos. Caso seja constatada omissão de rendimentos, a multa pode chegar a 150% do valor não declarado, além da cobrança retroativa de impostos e juros.

Além dos bancos tradicionais, fintechs, bancos digitais e carteiras eletrônicas também são obrigadas a reportar informações ao e-Financeira. A Receita reforça que não há cobrança de imposto sobre o uso do Pix, mas que todas as movimentações são registradas e podem ser analisadas em caso de suspeita de irregularidades.

alfinetei

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