O ex-presidente Jair Bolsonaro passou por uma delicada cirurgia abdominal no último domingo (13), no Hospital DF Star, em Brasília. O procedimento durou pelo menos 12 horas e foi feito para retirar aderências intestinais e reconstruir parte da parede abdominal que estava comprometida por intervenções anteriores. Segundo os médicos do hospital, a recuperação não será rápida.
Em coletiva feita nesta segunda-feira (14), o médico Cláudio Birolini, responsável pelo procedimento, explicou que a recuperação total pode levar de dois a três meses. Apesar de Bolsonaro estar consciente e sem dores, ele continua internado na UTI, com monitoramento 24 horas por dia.




Cirurgia foi uma das mais complexas
“Nesse momento, ele será mantido com uma nutrição parenteral, que é a nutrição na veia, sem expectativa de que ele volte a se alimentar hoje, amanhã ou depois, até o intestino retomar sua atividade fisiológica”, explicou Birolini.
Os médicos afirmaram que foram duas horas para acessar o abdômen e outras quatro a cinco horas para liberar cuidadosamente as aderências intestinais. A parede abdominal estava bastante comprometida, mas a reconstrução foi feita com muito cuidado.
De acordo com Birolini, o intestino apresentava sinais de sofrimento, possivelmente reflexo de um quadro de suboclusão que já durava vários meses. Um aumento acelerado do exame PCR inflamatório, de 6 para 150, motivou a decisão de operar antes que o quadro evoluísse para algo mais grave.
“A expectativa é que ele volte a ter um padrão de vida melhor, se alimentar melhor, e a nossa expectativa é que seja sem restrições, exceto restrições agora no pós-operatório imediato”, completou Birolini.
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