Um medicamento experimental da Regeneron apresentou resultados que indicam uma redução de aproximadamente 50% na perda de massa magra entre pessoas que utilizaram Wegovy, da Novo Nordisk, durante o processo de emagrecimento. Os dados foram apresentados durante o congresso europeu de diabetes da EASD, realizado em Milão.
A perda de massa muscular é uma das preocupações associadas ao uso de medicamentos para redução de peso. Segundo a Regeneron, cerca de 30% do peso eliminado durante esse tipo de tratamento pode corresponder à massa magra, que inclui principalmente músculos. Além de contribuir para a força e a proteção das articulações, a musculatura também participa do gasto energético do organismo.
Trevogrumabe atua sobre proteína ligada ao crescimento muscular
O medicamento estudado é o trevogrumabe, que age bloqueando a miostatina, proteína envolvida na regulação do crescimento dos músculos. A proposta do tratamento é preservar uma quantidade maior de tecido muscular enquanto ocorre a redução do peso corporal.
O estudo reuniu quase mil participantes com obesidade, com idades entre 18 e 65 anos. Os voluntários que receberam a combinação dos dois medicamentos apresentaram uma perda de massa magra 50% menor em comparação com aqueles que utilizaram apenas Wegovy.
As imagens obtidas por ressonância magnética da coxa também mostraram resultados relevantes. Entre os participantes que receberam uma dose de 75 mg do trevogrumabe, mais de 70% da perda muscular foi evitada após um ano de acompanhamento.
Apesar dos resultados, o trevogrumabe ainda não recebeu aprovação para uso e permanece em fase de pesquisa. Enquanto novos estudos são realizados, a prática de exercícios de força e a ingestão adequada de proteínas continuam entre as estratégias utilizadas para preservar a musculatura durante o processo de perda de peso.
O desenvolvimento do medicamento também aponta para uma nova frente de pesquisas relacionadas aos tratamentos contra a obesidade: além de promover a redução do peso, preservar a massa muscular durante o emagrecimento passou a ser outro dos objetivos investigados pela indústria farmacêutica.
