As autoridades mexicanas confirmaram nesta segunda-feira (4) que os restos humanos encontrados na semana passada em uma casa abandonada no município de Irapuato, em Guanajuato, correspondem a 32 pessoas. Segundo o Ministério Público estadual, quinze desses cadáveres já foram plenamente identificados, apesar das condições “fragmentadas e complexas” dos corpos, que dificultam o processo de reconhecimento. As informações são da UOL.
De acordo com veículos locais, os restos estavam ensacados em sacos plásticos, o que reforça a suspeita de execução e desmembramento. A descoberta foi feita durante uma investigação sobre pessoas desaparecidas na região, que registra cerca de 3.600 desaparecimentos, em meio a um contexto nacional alarmante: o México contabiliza mais de 120 mil pessoas desaparecidas desde 2006.


Guanajuato lidera índice de violência no país
Com 3.151 homicídios registrados em 2024, Guanajuato é atualmente o estado mais violento do México, concentrando mais de 10% dos assassinatos do país. A escalada da violência está fortemente ligada à disputa territorial entre o Cartel Jalisco Nueva Generación e o grupo Santa Rosa de Lima, conhecido por atuar no roubo e tráfico de combustíveis.
Casos como o desta semana não são isolados. Em maio, também em Irapuato, foram encontrados os restos mortais de 17 pessoas em outra casa abandonada. Até agora, cinco vítimas foram identificadas: quatro homens e uma mulher, todos desaparecidos anteriormente.
Outros estados mexicanos, como Jalisco, também enfrentam crises semelhantes. A região possui o maior número de desaparecidos do país, com cerca de 15.700 casos registrados.
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