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‘Sai demônio’: mulher sofre intolerância religiosa após citar ‘Orixás’; Entenda

Vítima levou celular para arrumar e, após discussão com a proprietária, teria sido vítima do racismo religioso
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A intolerância religiosa é crime no Brasil e diversas leis asseguram a liberdade de culto e a proteção a quem queira professar a sua fé sem sofrer retaliação. É um crime tipificado pela Lei nº 7.716/1989.

Uma engenheira civil de 37 anos não esperava que acabaria sendo vítima de intolerância religiosa, supostamente cometida pela proprietária da loja. Após dizer que não poderia mentir em nome dos seus “Orixás”, a mulher ouviu a suspeita dizer “sai demônio” e “sai daqui você e seus demônios”, antes de ter o celular jogado no chão, conforme o seu relato à polícia.

Na ocasião, a moça levou o seu celular para consertar no quiosque Prime Tech em um shopping de Belo Horizonte. copiar whatsapp-materia twitter-materia facebook-materia linkedIn-materia

Quando levou o seu celular para consertar no quiosque Prime Tech em um shopping de Belo Horizonte, uma engenheira civil de 37 anos não esperava que acabaria sendo vítima de intolerância religiosa, supostamente cometida pela proprietária da loja. Após dizer que não poderia mentir em nome dos seus “Orixás”, a mulher ouviu a suspeita dizer “sai demônio” e “sai daqui você e seus demônios”, antes de ter o celular jogado no chão, conforme o seu relato à polícia.

O caso teria acontecido no último dia 22 de setembro, porém, só foi denunciado pela vítima ao O TEMPO nesta segunda-feira (7 de outubro). Ela conta que seu primeiro contato com o quiosque Prime Tech foi no dia 16 de setembro, quando deixou o celular para consertar a tela.

“Eu trabalho fazendo orçamentos, visitando clientes, portanto, eu atuo principalmente com o celular. Estava usando ele com a tela com uma mancha preta há algum tempo e, por morar perto do shopping, achei mais cômodo levar lá para fazer o conserto”, detalhou.

Após buscar o aparelho algumas horas depois, ela acabou percebendo que o telefone passou a apresentar problema no microfone, não sendo possível fazer ligações ou enviar áudios. Ao retornar na loja, ela foi informada que seria necessário voltar novamente no final de semana para solucionar o problema.

No sábado seguinte, dia 21, a engenheira então levou o aparelho, que seria buscado no domingo. Foi somente na hora de reaver o celular que ela teve, pela primeira vez, o encontro com a mulher que acusa de intolerância religiosa. Depois de explicar todo o histórico do que havia ocorrido, a dona da loja teria afirmado que o celular já estaria com o problema no áudio antes de ser deixado na loja para consertar a tela e que, por isso, seria preciso cobrar R$ 100.

Dona da loja tentou jogar celular em lixeira

Após os Orixás serem citados, a dona da loja teria passado a dizer que iria retirar a peça trocada, dando início a uma discussão entre as duas. Após pedir que a mulher acionasse a polícia, uma vez que ela não poderia fazer isso por estar sem telefone, a dona da loja teria gritado “sai daqui você e seus demônios”, perguntando em seguida: “Você quer seu celular? Então vai buscar”, lançando o aparelho em direção a uma lixeira. 

“Eu fiquei um pouco atordoada. Tentei achar o celular e não consegui, mas um funcionário da obra achou ele perto de uns tapumes e me entregou. Foi então que um funcionário chamou o segurança e eles me encaminharam ao Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do shopping”, lembra a engenheira civil. 

A cliente conta ainda que, muito constrangida, ela só percebeu o que tinha sofrido após outras pessoas que passaram por ela comentarem que aquilo tinha sido intolerância religiosa. Após um atendimento inicial no SAC, a vítima foi embora, retornando alguns dias depois para uma reunião com a administração do Shopping Del Rey, na região Noroeste de BH, onde fica o quiosque.

“Eles se colocaram à disposição, pediram desculpa por tudo o que tinha acontecido e ficaram até indignados com o que tinha acontecido. Se colocaram à disposição e falaram que as imagens estavam salvas para quando o advogado precisasse, para um eventual processo”, lembra.

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A página @alfinetei foi criada há cerca de 10 anos com o propósito de proporcionar entretenimento através de uma abordagem humorística, especialmente focada em comentários sobre celebridades e fofocas.