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Saiba a origem do megatsunami no Alasca que acaba de ser registrado como o 2º maior da história; VEJA

Pesquisa aponta relação entre derretimento de geleiras e aumento do risco de colapsos em fiordes do estado norte-americano
Tsunami (Foto Reprodução Redes Sociais)

Tsunami (Foto Reprodução Redes Sociais)

Cientistas divulgaram nesta quarta-feira (07/05) uma nova análise sobre o megatsunami ocorrido no verão de 2025 em um fiorde no sudeste do Alasca, após o desmoronamento de parte de uma montanha sobre o mar. O fenômeno produziu uma onda de quase 500 metros de altura e passou a ocupar a posição de segundo maior megatsunami já identificado no planeta. As informações são da BBC.

O estudo científico mostrou que cerca de 64 milhões de metros cúbicos de rocha despencaram na água em menos de um minuto perto da geleira South Sawyer, na região de Tracy Arm. A força do impacto devastou áreas de vegetação ao longo da costa e espalhou árvores destruídas pelo fiorde.

Cientistas alertam para avanço dos riscos ligados ao derretimento de geleiras

Pesquisadores explicaram que megatsunamis surgem quando grandes deslizamentos atingem massas de água após terremotos ou instabilidade em encostas rochosas. Diferentemente dos tsunamis tradicionais, esse tipo de onda costuma permanecer concentrado em áreas menores e perde intensidade em pouco tempo.

O maior megatsunami já documentado aconteceu em 1958 na baía de Lituya, também no Alasca, com mais de 500 metros de altura. O fenômeno analisado agora ocupa a segunda posição nos levantamentos históricos.

O geólogo Bretwood Higman visitou o fiorde Tracy Arm algumas semanas depois da tragédia ambiental e encontrou encostas destruídas, vegetação arrancada e grandes áreas cobertas apenas por rochas expostas.

Segundo os pesquisadores, o Alasca apresenta condições propícias para megatsunamis por causa da combinação entre montanhas íngremes, fiordes estreitos e atividade sísmica frequente.

A pesquisa publicada na revista Science apontou ainda que o derretimento acelerado das geleiras, impulsionado pelas mudanças climáticas, aumenta o risco de colapsos desse tipo. O pesquisador Stephen Hicks explicou que a geleira atuava como sustentação natural da encosta antes do recuo do gelo.

“Sabemos que havia pessoas que quase estiveram no lugar errado”, afirmou Higman. “Tenho muito medo de não termos a mesma sorte no futuro.”

Stephen Hicks também demonstrou preocupação com o crescimento do turismo em áreas remotas do Alasca.

“Agora, mais pessoas estão indo para áreas remotas – geralmente esses cruzeiros turísticos vão ver a beleza natural da área para realmente aprender mais sobre as mudanças climáticas – mas também são lugares perigosos.”

Higman afirmou que a frequência desse tipo de desastre pode ter aumentado drasticamente nas últimas décadas.

“Neste momento, estou bastante confiante de que eles estão aumentando não apenas um pouco, mas aumentando muito”, declarou o geólogo. “Talvez na ordem de 10 vezes mais frequentes do que eram há apenas algumas décadas.”

Especialistas defendem ampliação do monitoramento em áreas vulneráveis do Alasca. Algumas companhias de cruzeiro já anunciaram suspensão de rotas para Tracy Arm após preocupações relacionadas à segurança.

alfinetei

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