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Saiba quais as próximas etapas da investigação do estupro coletivo em Copacabana; VEJA

Polícia Civil apura possibilidade de outros dois crimes semelhantes ligados aos suspeitos
Suspeitos (foto Reprodução Redes Sociais)

Suspeitos (foto Reprodução Redes Sociais)

A investigação sobre o estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos avançou uma semana após a repercussão do caso ocorrido em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Até sexta-feira (06/03), cinco acusados estavam presos enquanto a Polícia Civil finalizou o inquérito principal e abriu duas novas investigações para apurar suspeitas de outros crimes semelhantes atribuídos ao mesmo grupo. As informações são do O GLOBO.

O processo criminal já começou a tramitar na Justiça. Os acusados negam participação no crime. Parte dos investigados compareceu à delegacia após a Justiça determinar prisão preventiva, enquanto outros já estavam detidos e passaram por audiências de custódia que mantiveram as prisões.

Situação dos acusados e próximos passos

A Justiça manteve as prisões de Vitor Hugo Oliveira Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, ambos de 18 anos, após audiência de custódia realizada na Central de Custódias de Benfica, na Zona Norte do Rio. Os dois se apresentaram à polícia na quarta-feira depois da determinação judicial de prisão preventiva.

Outros dois acusados maiores de idade, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, também passaram por audiência e permaneceram presos.

Um adolescente apontado pela investigação como mentor do crime foi apreendido na sexta-feira após decisão judicial que determinou encaminhamento ao sistema socioeducativo. O jovem passou a noite na unidade Gelso de Carvalho Amaral e aguarda audiência na Vara da Infância e Juventude, que decidirá sobre possível internação definitiva.

Novos inquéritos sobre crimes semelhantes

A Polícia Civil abriu duas novas investigações após relatos de outras jovens que procuraram a delegacia. Uma mãe procurou a 12ª DP de Copacabana na segunda-feira para relatar abuso sexual ocorrido em 2023 contra a filha, que tinha 14 anos na época. O relato inclui agressões físicas e verbais durante o crime.

Outra jovem relatou violência ocorrida em agosto de 2023, também quando possuía 14 anos. Segundo depoimento prestado à polícia, três homens participaram do crime. Entre os suspeitos mencionados estão o adolescente investigado no caso atual e Mattheus Martins, de 19 anos.

O delegado Angelo Lages afirmou que os relatos apresentam características semelhantes. “A vítima relata o mesmo modus operandi. Ela já tinha ficado com o menor, confiava nele e ele a atraiu para o imóvel, que era do Mattheus”.

Segundo o depoimento da jovem, o adolescente convidou a vítima para entrar em um quarto enquanto outros dois homens aguardavam na sala. Durante o encontro, os homens bateram na porta e o adolescente perguntou se os amigos poderiam entrar, alegando que um deles pagaria um carro de aplicativo para a vítima retornar para casa.

Após a entrada dos outros homens no quarto, o adolescente teria retirado a roupa da jovem contra a vontade. O depoimento também descreve agressões físicas e exigência de atos sexuais sob ameaça.

A jovem afirmou que sofreu agressões no rosto e nas costelas enquanto o grupo cometia o crime. O relato aponta que a violência durou cerca de uma hora e meia e ocorreu enquanto integrantes do grupo riam durante a situação.

Uma terceira jovem também prestou depoimento à polícia nesta semana. A acusação afirma que Vitor Hugo Oliveira Simonin teria cometido abuso sexual durante uma festa de estudantes do Colégio Pedro II, realizada em um salão no bairro do Humaitá em outubro do ano passado.

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