O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, está preso desde a última sexta-feira (6) na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima localizada na capital federal. A transferência ocorreu em uma aeronave da Polícia Federal após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Atualmente, o banqueiro permanece em uma cela de cerca de 9 metros quadrados, onde segue normas rigorosas do sistema penitenciário federal. Entre as restrições estão a proibição de cigarro, bebidas alcoólicas e chocolate dentro da unidade. O local também tem regras rígidas para visitas e comunicação externa.



Regras rígidas e isolamento inicial
De acordo com as normas do presídio, Daniel Vorcaro ficará isolado por aproximadamente 20 dias como parte do período de adaptação ao regime da unidade. Após esse prazo, ele deverá ser transferido para uma cela individual de cerca de seis metros quadrados, equipada com cama, escrivaninha, banco e prateleiras de alvenaria, além de banheiro com sanitário, pia e chuveiro.
As visitas são limitadas e monitoradas, enquanto o contato com advogados acontece por meio de chamadas gravadas. A comunicação visual é feita através de um vidro que separa os presos dos visitantes. Entre os detentos da penitenciária está Marco Williams Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital.
O empresário também recebe um enxoval padronizado, que inclui camisetas de manga curta e longa, calça, agasalho, tênis, sapato, lençóis, toalha, travesseiro e meias. Já o kit de higiene disponibilizado contém itens básicos como sabonete, desodorante, escova de dentes, creme dental, papel higiênico e produtos para limpeza da cela.
A nova prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes bilionárias envolvendo o banco. As apurações apontam que o esquema teria causado um prejuízo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos. Segundo os investigadores, mensagens encontradas no celular do empresário, apreendido na primeira fase da operação, indicariam ameaças a jornalistas e outras pessoas consideradas contrárias aos seus interesses.
