Na última segunda-feira (22), a empresa HB Antwerp informou que o Motswedi, considerado o segundo maior diamante do mundo, ainda não tem valor de mercado definido e pode se tornar peça de exposição em um museu. A pedra preciosa foi descoberta em 2024 na mina de Karowe, localizada no nordeste de Botsuana, e despertou a atenção do setor joalheiro internacional. As informações são de O Globo e da AFP.
Segundo a diretora de comunicação da HB Antwerp, Margaux Donckier, o diamante de proporções raras desperta o interesse de colecionadores e instituições ao redor do mundo. A executiva destacou que pedras brutas desse porte podem tanto ser adquiridas por grandes colecionadores quanto integradas a acervos públicos.


Motswedi reforça importância de Botsuana na mineração de diamantes
O Motswedi pesa 2.488 quilates, equivalente a aproximadamente meio quilo, e recebeu o nome que significa “fonte d’água” em tsuana, língua local. A mina onde a joia foi encontrada pertence à mineradora canadense Lucara, que mantém parceria com a HB Antwerp para comercializar pedras superiores a 10,8 quilates.
A descoberta reforça a posição da Antuérpia como um dos principais centros globais de lapidação e polimento de diamantes. Há um ano, a HB Antwerp já havia anunciado a posse de três diamantes com mais de 1.000 quilates, consolidando sua relevância no setor.
Antes do Motswedi, o maior diamante de Botsuana era o Sewelo, de 1.758 quilates, descoberto em 2019 pela mesma mineradora e adquirido pela Louis Vuitton, do grupo LVMH. O recorde mundial, no entanto, continua sendo do Cullinan, extraído em 1905 na África do Sul, com 3.106 quilates.
