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Sensor com IA de Diabetes chega ao Brasil; saiba como vai funcionar

Aparelho antecipa picos e quedas de açúcar no sangue e envia alertas em tempo real, aumentando segurança para pacientes com diabetes
Diabete (foto Reprodução Redes Sociais)

Diabete (foto Reprodução Redes Sociais)

Nesta quinta-feira (23), uma farmacêutica lançou no Brasil um equipamento de monitoramento contínuo de glicose que utiliza inteligência artificial (IA) para prever alterações nos níveis de açúcar no sangue e emitir alertas imediatos aos pacientes. O objetivo é oferecer mais segurança e permitir que usuários adotem medidas preventivas antes que ocorram episódios críticos. As informações são do O Globo.

O dispositivo faz parte de uma nova geração de sensores que acompanha a tendência do nível de glicose em tempo real e alerta sobre riscos de hipoglicemia e hiperglicemia. Segundo a doutora em Endocrinologia Andressa Heimbecher, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, “esses novos sensores têm modelos matemáticos que conseguem prever se a glicose vai subir, se vai descer, e o próprio aparelho dispara alarmes avisando. Um aviso sobre uma hipoglicemia no meio da madrugada, por exemplo, salva vidas, porque se ela não for detectada pode levar o paciente a um coma”.

Sensores com IA transformam o tratamento do diabetes

Para Marcio Krakauer, coordenador da Comissão de Inteligência Artificial e Tecnologias em Endocrinologia da SBEM, os sensores representam uma mudança de paradigma no tratamento do diabetes, uma doença frequentemente assintomática. “Os sensores são os olhos do diabetes, é como conseguimos enxergar o que está acontecendo no corpo e, com esses novos, o que ainda vai acontecer. As pessoas melhoram o seu controle, reduzem os casos de hipoglicemia e melhoram a qualidade de vida”, explicou Krakauer.

O sentor foi aprovado pela Anvisa para uso em adultos a partir de 18 anos e estará disponível em farmácias do país. O preço ainda não foi definido, mas será compatível com outros sensores de monitoramento contínuo, que atualmente custam cerca de 300 reais cada, com duração média de 15 dias, totalizando cerca de 600 reais por mês. O acesso ao dispositivo ainda é limitado, sendo que planos de saúde podem reembolsar parte do valor e alguns projetos públicos oferecem sensores com critérios técnicos específicos.

O sensor mede continuamente o nível de glicose, identifica excesso (hiperglicemia) e falta (hipoglicemia) de açúcar no sangue e utiliza IA para funções como “Predição de Hipoglicemia”, que alerta 30 minutos antes da queda, e “Predição Noturna”, para prevenir episódios enquanto o paciente dorme. A função “Predição de Glicose em 2 Horas” antecipa tendências de alta e baixa nos próximos 120 minutos. O aparelho é resistente à água, realiza leituras automáticas a cada cinco minutos e se conecta via Bluetooth a smartphones com Android ou iOS, exibindo informações em aplicativo.

Sensores como FreeStyle Libre 2, da Abbott, e G7, da Dexcom, também antecipam mudanças nos níveis de glicose, mas o uso da IA no novo dispositivo brasileiro permite prever alterações com maior antecedência. A tecnologia auxilia pacientes a ajustar insulina, medicamentos e hábitos alimentares, além de possibilitar monitoramento remoto por familiares ou profissionais de saúde.

Segundo Krakauer, o controle da glicemia é fundamental para prevenir complicações crônicas como problemas nos olhos, rins, nervos e doenças cardiovasculares, enquanto Andressa destaca que o sensor ajuda o paciente a compreender como alimentos e rotinas impactam o açúcar no sangue, facilitando o autocuidado e aumentando a segurança no dia a dia.

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