Oscar Filho afirmou que foi alvo de uma ação judicial movida por Silvia Abravanel depois de publicar críticas a um vídeo de sua campanha eleitoral. A peça, que abordava inclusão, utilizou imagens criadas por inteligência artificial para representar pessoas com deficiência. Nesta terça-feira (8/9), o humorista falou sobre o episódio em seu perfil no Instagram e informou que o processo foi encerrado. Ele também questionou a postura adotada pela equipe da candidata.
“Pois é, pessoal, eu fui processado pela Silvia Abravanel. Não pela artista. Mas pela candidata a deputada federal. E o que eu publiquei foi uma crítica política feita por um humorista porque a campanha dela lançou um vídeo sobre inclusão usando pessoas com deficiência geradas por inteligência artificial“, começou ele.
Humorista critica pedido feito na Justiça
Ao explicar o motivo da publicação que provocou a ação, Oscar Filho afirmou que sua intenção era questionar a escolha de utilizar representações artificiais em uma campanha que tinha a inclusão como tema.
“E no meu vídeo, eu questiono uma coisa obsolutamente simples: como é que pode alguém escolher a inclusão como bandeira política e não incluir pessoas reais com deficiência naquela representação?”, questionou.
Segundo o humorista, o conteúdo que motivou a disputa acabou sendo retirado do perfil da candidata. Ele afirmou ainda que esperava uma resposta pública às críticas, em vez de uma medida judicial.
“Ela poderia, sei lá, ter refletido sobre o que eu disse. Mas, não, ela foi lá e resolveu me processar. Ela não colocou pessoas reais com deficiência naquela peça, mas ela colocou advogados reais para defender justamente a escolha que eu critiquei: não colocar pessoas reais com deficiência naquela peça”, contou, antes de completar:
“A petição dizia que não era censura. Ela só pediu umas coisinhas: retirada imediata do vídeo; proibição de republicar o mesmo conteúdo; ordem pra Meta remover o vídeo, caso precisasse; e direito de resposta no meu perfil”, enumerou.
Oscar Filho também contestou a alegação de que as medidas solicitadas não representariam uma tentativa de censura. De acordo com ele, a versão do direito de resposta apresentada no processo ainda faria referência direta à candidatura de Silvia Abravanel.
“Longe de censura isso aí, né? E a versão que eles queriam me obrigar a publicar terminava com o nome dela, candidatura e partido. Ou seja, além de ter que apagar minha crítica, eles queriam usar o meu perfil como horário eleitoral gratuito”, disparou.
