A Vivo lançou nesta segunda-feira (26) o Vivo Satélite, serviço que conecta smartphones comuns diretamente à rede de satélites da Starlink, da empresa norte-americana SpaceX. Com a Starlink no celular, clientes de planos elegíveis passam a ter sinal em áreas remotas do país, onde as antenas terrestres não chegam. O serviço é gratuito por tempo limitado.
A conexão via satélite complementa a rede móvel tradicional. Ela libera aplicativos de mensagens, mapas e o canal de atendimento da operadora. O envio de textos, áudios e dados de localização não consome a franquia mensal. Videochamadas e navegação em sites, que exigem mais banda, continuam bloqueadas por causa das limitações de tráfego da tecnologia.



Como usar o Vivo Satélite
O cliente não precisa pedir a liberação, assinar contrato nem baixar aplicativo: a Vivo libera o acesso automaticamente para as linhas qualificadas. É preciso ter um smartphone compatível com redes 4G ou 5G, com chip físico atualizado ou eSIM (chip virtual). No aparelho, a única configuração obrigatória é manter o roaming de dados ativado, além de deixar o sistema operacional na versão mais recente. A lista de celulares homologados está nos canais de atendimento da operadora.
Como funciona a internet via satélite no celular
A tecnologia por trás do serviço se chama Direct-to-Device (D2D), ou conexão direta com o dispositivo. Os satélites de órbita baixa da Starlink funcionam como torres de celular no espaço. Eles operam na faixa de 2,5 GHz, com potência de até 100 watts, e alcançam o chip do smartphone sem antena parabólica ou modem. O sinal, porém, exige céu aberto: teto de carro, copas densas de árvores e prédios bloqueiam a conexão.
O que diz a Anatel
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) acompanha os testes do D2D dentro de um “sandbox” regulatório (ambiente experimental supervisionado). A agência prorrogou a autorização da Vivo até 22 de abril de 2029 e permite a exploração comercial do serviço nesse período. Na fase experimental, o sinal vindo do espaço não tem prioridade e precisa ser interrompido se causar interferência em serviços já estabelecidos. Os dados coletados servirão de base para as regras definitivas para a conexão direta entre celulares e satélites no Brasil.
