Suzane von Richthofen, de 42 anos, condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, não avançou para a segunda etapa do concurso público para técnico do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Residente em Bragança Paulista com o marido e o filho de 9 meses, ela concorreu a uma das três vagas oferecidas na cidade, mas não atingiu a pontuação necessária para a classificação.
Resultado divulgado do concurso
O resultado foi publicado na última sexta-feira, e para seguir no processo, Suzane precisaria obter no mínimo 73 pontos em 100 possíveis. Como foi eliminada, sua pontuação não foi divulgada publicamente, ficando restrita à área do candidato. Dos inscritos, apenas 33 foram classificados para a segunda etapa, que consiste em um teste de digitação e formatação de texto.



Suzane estava confiante de que avançaria para essa fase e vinha treinando digitação diariamente em casa. A vaga, que exige apenas ensino médio completo, oferece salário inicial de R$ 6.043 e benefícios como vale-alimentação.
Histórico de tentativas
Não é a primeira vez que Suzane tenta um concurso público. Em 2023, ela se inscreveu para o cargo de telefonista na Câmara Municipal de Avaré, mas desistiu após repercussão negativa. No caso do TJSP, o edital exige candidatos com boa conduta e atestados criminais, o que colocaria Suzane em um impasse jurídico, já que ainda cumpre pena pelo assassinato.
Vida de Suzane segue sob restrições
Atualmente em regime aberto, Suzane cumpre uma série de restrições, como o recolhimento noturno e a proibição de sair de Bragança Paulista ou frequentar festas e bares. Ela também continua em tratamento psiquiátrico e psicológico, obrigatório por determinação judicial devido aos traços de personalidade identificados durante sua permanência no sistema prisional. Embora esteja em liberdade, Suzane ainda enfrenta desafios legais e sociais para se reinserir no mercado de trabalho.
