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Suzane von Richthofen tenta liberar o corpo do tio encontrado morto dentro de casa; entenda

Morte de médico é apurada como suspeita pela Polícia Civil
Suzane von Richthofen tenta liberar o corpo do tio encontrado morto dentro de casa; entenda

Suzane von Richthofen esteve na 27ª Delegacia de Polícia, na zona sul de São Paulo, na segunda-feira (11/01), para solicitar a liberação do corpo do tio Miguel Abdalla Netto, encontrado morto dentro da própria residência no bairro Campo Belo. O caso é tratado pela Polícia Civil como morte suspeita e segue sob apuração pericial. As informações são da coluna True Crime do O GLOBO.

A ida de Suzane à unidade policial chamou atenção de agentes porque foi no mesmo local que, em 2002, foi formalizada a comunicação do assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen. À época, Suzane prestou depoimento na delegacia acompanhada justamente do tio, agora encontrado sem vida aos 76 anos.

Disputa familiar envolve sepultamento e patrimônio

Miguel Abdalla Netto era médico, vivia sozinho e mantinha rotina reservada. Sem cônjuge, filhos ou parentes diretos vivos, deixou como familiares apenas Suzane e Andreas von Richthofen. Na conversa com investigadores, Suzane alegou ser a parente consanguínea mais próxima, na condição de sobrinha de primeiro grau, e tentou formalizar a liberação do corpo para sepultamento. A iniciativa também abriria caminho para assumir a função de inventariante dos bens, estimados em cerca de R$ 5 milhões, incluindo imóveis no Campo Belo e um sítio no litoral paulista.

O pedido não foi aceito pelos policiais. Um dia antes, Sílvia Magnani, prima de primeiro grau e ex-companheira de Miguel, também buscou a liberação, mas foi orientada a apresentar comprovação formal de parentesco. Ela conseguiu apenas reconhecer o corpo no Instituto Médico Legal.

Na madrugada em que Miguel foi encontrado morto, o portão da residência apareceu pichado com a frase “Será que foi a Suzane?”. A Polícia Civil aguarda resultados de exames periciais e toxicológicos para esclarecer as circunstâncias da morte.

Após a negativa na delegacia, Suzane ingressou no fórum com um pedido de tutela para tentar reverter a decisão. Até que o impasse seja resolvido, o corpo permanece no IML.

Sílvia declarou esperar que exista um testamento deixado por Miguel. Segundo ela, durante o relacionamento, o médico “falava horrores da sobrinha” e dizia que lutaria para impedir que Suzane herdasse “sequer um alfinete” do patrimônio familiar. A fala remete a disputas antigas. Após a morte dos pais, Suzane tentou assumir a administração dos bens, mas Miguel conseguiu na Justiça que ela fosse considerada indigna de herdar, o que garantiu a totalidade da herança a Andreas.

Miguel foi localizado sem vida na sexta-feira dentro da casa na Rua Baronesa de Bela Vista. Um vizinho estranhou a ausência de contato por cerca de dois dias, subiu no muro e viu o corpo em um quarto no piso superior, sentado no chão e apoiado na cama, acionando a polícia em seguida. O SAMU confirmou o óbito e a residência foi preservada para perícia. Câmeras de segurança indicam que Miguel entrou no imóvel pela última vez no dia 7 de janeiro, às 17h10.

alfinetei

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