Novos detalhes do caso que envolve o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva, de 24 anos, vieram à tona e aumentaram ainda mais a comoção em torno das mortes registradas na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, ele confessou ter matado três pacientes internados na unidade. As informações são da VEJA.
As investigações apontam que a segunda vítima, a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, foi alvo de sucessivas tentativas antes de morrer. O crime teria ocorrido no mesmo dia da primeira morte, em 17 de novembro, seguindo um padrão semelhante de atuação.
De acordo com a apuração policial, Marcos Vinícius aplicou uma substância farmacológica diretamente na veia da paciente, ciente de que a ação poderia provocar uma parada cardíaca. No entanto, sempre que o quadro se agravava, outros profissionais eram acionados e iniciavam manobras de reanimação.



Desinfetante teria sido usado para concluir o crime
Ainda segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, após três tentativas frustradas, o técnico teria ficado sem a substância utilizada inicialmente. Para não desistir do plano, ele teria recorrido a um desinfetante que estava no próprio leito da paciente.
O produto, conforme relatado na investigação, foi injetado cerca de dez vezes na veia da idosa, até que ela não resistisse. Em um detalhe que chocou os investigadores, o próprio técnico participava das tentativas de salvamento, realizando massagens cardíacas logo após provocar a parada.
A polícia agora trabalha para entender a motivação dos crimes e apurar se houve outras vítimas além das já identificadas. O caso segue em investigação e levanta questionamentos sobre protocolos de segurança, fiscalização e acompanhamento psicológico de profissionais que atuam em ambientes de alta complexidade, como UTIs.
