Na madrugada desta terça-feira (11), a Ucrânia lançou um ataque massivo de drones contra Moscou, marcando o maior bombardeio registrado na capital russa desde o início da guerra. O ataque deixou três mortos e 17 feridos, além de causar incêndios e danificar prédios e veículos. A Avenida Brasil também foi temporariamente fechada devido aos danos provocados, e quatro aeroportos da cidade suspenderam suas atividades.
O governador da região de Moscou, Andrei Vorobyov, afirmou em suas redes sociais que o ataque teve início por volta das 4h da manhã, danificando vários prédios e veículos. “Hoje, às 4 da manhã, começou um ataque massivo de drones a Moscou e região”, publicou Vorobyov no Telegram.




Rússia abate 343 drones ucranianos
O Ministério da Defesa da Rússia informou que suas unidades de defesa aérea conseguiram destruir 343 drones ucranianos durante a noite. 91 deles foram abatidos sobre a região de Moscou, enquanto os outros foram derrubados em nove outras regiões do país. Sergei Sobyanin, prefeito de Moscou, declarou que esse foi o maior ataque de drones contra a cidade desde o início do conflito.
Após o ataque, o Ministério da Defesa ucraniano confirmou que seus drones atingiram instalações estratégicas russas, incluindo uma refinaria de petróleo em Moscou e um oleoduto na região de Orlov, a aproximadamente 730 km de Moscou.
Destruição em Moscou e outras regiões russas
Imagens divulgadas por veículos de comunicação russos mostraram prédios residenciais danificados pela queda dos drones, com janelas quebradas e buracos em telhados. O Kremlin acusou a Ucrânia de atacar áreas residenciais, uma prática proibida em tempos de guerra, embora a Rússia tenha realizado diversos ataques contra cidades ucranianas durante o conflito.
O Ministério de Defesa da Rússia também relatou que 126 drones foram abatidos em Kursk, região fronteiriça com a Ucrânia, e que outras cinco regiões russas foram atingidas, incluindo Belgorod, Bryansk, Voronezh, Kaluga, Lipetsk, Nizhny Novgorod, Oryol e Ryazan.
