O papa Francisco fez a última aparição pública no Domingo de Páscoa, antes de falecer nesta segunda-feira (21), aos 88 anos, após passar quase 40 dias internado por complicações de uma infecção respiratória. Na ocasião, o pontífice apareceu rapidamente na sacada da Basílica de São Pedro, no Vaticano, para dar a tradicional benção “Urbi et Orbi” (“à cidade e ao mundo”).
Mesmo com a saúde fragilizada, ele saudou os fiéis com um “Feliz Páscoa” e teve ajuda de um assessor para ler a mensagem completa da celebração. No texto, Francisco descreveu a situação em Gaza como “dramática e deplorável” e pediu um cessar-fogo imediato na região. O papa também apelou ao grupo Hamas pela libertação dos reféns e condenou o aumento de episódios antissemitas no mundo.




“Expresso minha proximidade aos sofrimentos… de todo o povo israelense e do povo palestino”, dizia a mensagem lida em seu nome. Durante a celebração, o papa apareceu também no papamóvel e percorreu a Praça de São Pedro, sendo saudado por milhares de fiéis que agitavam bandeiras de diversos países e gritavam “Viva o Papa!”.
Na manhã daquele mesmo domingo, Francisco recebeu o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, em uma reunião privada. O encontro, segundo o Vaticano, teve como objetivo uma troca de saudações de Páscoa. Vance, que é católico, já teve desentendimentos públicos com o papa em razão das políticas migratórias dos Estados Unidos durante o governo Trump.
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