Um vídeo mostra o momento da prisão de Douglas Alves da Silva, suspeito de atropelar e arrastar uma mulher por cerca de 1 km na Marginal Tietê, em São Paulo. Ele foi detido em um hotel na zona Leste da capital no domingo (30), um dia após o ocorrido. As informações são do CNN Brasil.
As imagens registram a chegada da equipe policial ao quarto do hotel e mostram Douglas algemado, com braços e boca ensanguentados. Segundo boletim de ocorrência, o homem reagiu à abordagem e tentou pegar a arma de um agente, provocando um disparo no braço. Toda a ação durou cerca de cinco minutos.



Defesa afirma que suspeito chegou ferido
Durante a audiência de custódia na segunda-feira (1º), a defesa declarou que Douglas chegou “todo arrebentado”, com ferimentos abertos e sem atendimento médico. Em vídeo da sessão, o juiz perguntou se ele havia sido agredido pelos policiais, e Douglas respondeu: “Sim, senhor.” Ele negou ter tentado fugir e disse não fazer uso de medicamentos ou tratamentos.
O advogado reforçou que o cliente estava visivelmente ferido. “Ele tá todo arrebentado, ele apanhou demais, entendeu? Entendo que ele tá correndo um risco no sistema”, afirmou. A defesa também relatou dificuldade em localizar Douglas após a prisão, alegando que não havia informações sobre seu paradeiro e que ele não recebeu cuidados médicos imediatos.
Douglas teve a prisão temporária cumprida e responderá por tentativa de feminicídio, resistência e lesão corporal. A audiência teve como objetivo apenas analisar a legalidade da prisão, que foi mantida.
A mulher atropelada, Tainara Souza Santos, de 31 anos, foi transferida para o Hospital das Clínicas na quarta-feira (3), após a quarta cirurgia decorrente do ataque. Ela havia deixado o coma induzido e passou por enxerto de pele. Anteriormente, precisou ser entubada, amputar as pernas abaixo do joelho e receber transfusão de sangue. O quadro permanece estável, segundo familiares e defesa.
O caso apresenta divergências sobre o relacionamento entre Douglas e Tainara. O suspeito afirma não conhecer a vítima, enquanto um amigo dele disse que eles tiveram um relacionamento no passado. Em depoimento, o amigo relatou que Douglas estava “transtornado” e que não conseguiu impedir o ataque.
