Uma atendente de uma lanchonete em Houston, nos Estados Unidos, se envolveu em um caso polêmico após ser acusada de atirar contra um cliente que reclamou da falta de batatas fritas em seu pedido. O episódio, que ocorreu em março de 2021, voltou a repercutir recentemente após um vídeo de vigilância do estabelecimento ser compartilhado nas redes sociais.
Em entrevista ao canal ABC13, a funcionária Alonniea Ford-Theriot, 30 anos, negou ter disparado contra o cliente. “Não vou sacar nenhuma arma e atirar em alguém sem batatas fritas”, afirmou. Segundo ela, no suposto áudio do vídeo, não seria possível ouvir barulho de disparo, embora a gravação não possua som. No local, a polícia encontrou um cartucho de arma usado.

A família do cliente, que estava em um carro junto com a esposa e o filho, relatou que a situação foi grave. “Ela está mirando. Está se inclinando. Não está apenas apontando para o ar. Está tentando matá-los”, disse Randall Kallinen, advogado de Anthony Ramos, que estava dirigindo o veículo. Apesar das acusações, Alonniea se defende: “Sou apenas uma mulher tentando trabalhar pela minha família”, alegando ter sido ameaçada e ofendida com insultos raciais pelo cliente.
Consequências legais
Inicialmente, Alonniea foi acusada de agressão agravada com arma mortal, mas acabou se declarando culpada pela contravenção de conduta mortal, uma penalidade mais leve. Ela cumpriu prestação de serviços comunitários, encerrada em junho deste ano. Mesmo assim, ela e a lanchonete ainda respondem a uma ação cível movida pelos clientes, que afirmam ter sofrido trauma após serem expostos a uma situação de risco envolvendo o funcionário.
