No último sábado, 16 de agosto, um acidente fatal marcou a Serra do Cipó, em Minas Gerais. Um jovem escalador morreu após sofrer uma queda durante a prática do esporte no setor de escalada conhecido como Vale da Perseguida, ponto considerado de alta complexidade para praticantes da modalidade. O Corpo de Bombeiros foi chamado por volta das 18h para atender à ocorrência, mas o socorro enfrentou obstáculos devido à localização remota. “A ausência de sinal de telefone e de informações precisas sobre a localidade da vítima também dificultaram a chegada até o local da queda”, informou a corporação.
A vítima foi identificada como Guilherme Augusto Neto, de 28 anos, natural de Santa Catarina. De acordo com os bombeiros, ele caiu de aproximadamente 20 metros de altura enquanto escalava. O corpo foi encontrado a cerca de 200 metros da Pousada Carumbé, já sem vida. Um médico do SAMU esteve no local e confirmou o óbito. A área foi isolada até a chegada da perícia da Polícia Civil, que realizou os procedimentos de investigação.

Desafios do resgate
A operação de resgate exigiu grande esforço das equipes envolvidas. Integrantes do Batalhão de Emergências Ambientais e Desastres (BEMAD) precisaram percorrer trilhas íngremes, enfrentar estradas de terra e avançar por trechos sem sinalização alguma. O trabalho contou com apoio do SAMU e da Polícia Militar, que garantiram assistência e segurança em todo o processo. “O corpo foi deixado sob responsabilidade das autoridades policiais e encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML)”, acrescentou a corporação.
O atendimento se estendeu até as 2h01 da madrugada de domingo, 17 de agosto, depois de horas de atuação em condições adversas. O Vale da Perseguida, famoso por suas formações rochosas e alto grau de dificuldade, segue como destino de escaladores experientes, mas a tragédia evidencia os riscos do esporte em áreas isoladas. O caso também reforça a necessidade de equipamentos adequados e medidas preventivas em atividades de aventura.
