No domingo, 13 de julho, uma tragédia comoveu os moradores de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Uma menina de apenas 12 anos morreu após enfrentar complicações graves durante um parto de emergência. Grávida de oito meses, ela estava internada desde o dia 11 no Centro Materno-Infantil (CMI) da cidade, onde deu entrada já com o estado de saúde bastante comprometido. Diante da gravidade do quadro clínico, os médicos optaram por antecipar o parto.
Apesar dos esforços da equipe médica e da realização imediata do procedimento, a menina não resistiu, mesmo sendo transferida logo em seguida para o Centro de Terapia Intensiva (CTI). O bebê nasceu com vida e segue hospitalizado, sob cuidados médicos constantes. Em nota oficial, a prefeitura informou que “todos os protocolos indicados para o caso foram rigorosamente seguidos” e confirmou que a família da jovem sabia da gestação e da identidade do pai da criança.


Caso é investigado como violência sexual
Como a vítima tinha menos de 14 anos, o caso foi automaticamente classificado como violência sexual, conforme prevê o Código Penal Brasileiro. No sábado, 12 de julho, um dia antes da morte da menina, o Centro Materno-Infantil notificou oficialmente o Ministério Público e o Conselho Tutelar, como determina a legislação em situações desse tipo. Ambos os órgãos estão acompanhando o caso e deverão conduzir as investigações necessárias para apurar os fatos.
A prefeitura de Betim também informou que a família da adolescente está recebendo suporte psicológico e assistência social desde o ocorrido. O município reforçou o compromisso em tratar o caso com a seriedade que ele exige e garantiu que todas as providências legais serão tomadas para assegurar o acompanhamento da situação tanto do bebê quanto da investigação sobre a gestação da menor.
