Um episódio de descuido chamou a atenção dos moradores de Castro, nos Campos Gerais do Paraná, na última sexta-feira (15). Um menino de quatro anos, aluno do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), foi visto andando sozinho pelas ruas depois que o motorista de uma van escolar esqueceu de deixá-lo na unidade de ensino. A criança foi amparada por populares até a chegada da Polícia Civil. A ocorrência só veio a público nesta segunda-feira (18) e agora está sob investigação.
De acordo com o delegado Marcondes Ribeiro, responsável pelo inquérito, imagens de câmeras de segurança mostraram que o motorista, de 38 anos, buscou o menino em casa, mas não o entregou na escola. “Em depoimento, a mãe da criança relatou que o filho havia saído de casa em uma van escolar para ir ao CMEI. No entanto, o motorista do veículo, de forma inadvertida, esqueceu de deixá-lo na instituição e retornou à residência sem perceber que a criança ainda estava no interior do veículo. Após descer da van, a criança acabou caminhando sozinha pela rua”, explicou.

Investigação e consequências
Quando foi localizado, o menino usava uniforme escolar e carregava sua mochila, sem apresentar ferimentos. O motorista, ao ser identificado, compareceu espontaneamente à delegacia e admitiu o erro. “O motorista da van escolar foi identificado e se apresentou espontaneamente na delegacia para prestar esclarecimentos. Durante o interrogatório, ele confessou ter buscado a criança e, de fato, esquecido de deixá-la na escola”, detalhou o delegado. Ribeiro acrescentou que o homem afirmou não ter percebido o garoto, que estava dormindo na última fileira do veículo. Ao chegar em casa, estacionou com portas destrancadas e janelas abertas; a criança teria saído e caminhado cerca de duas quadras até ser encontrada.
A apuração ainda visa determinar se houve risco concreto à integridade do menino. O delegado informou que a conduta do motorista pode ser enquadrada como crime. “O motorista poderá ser indiciado pelos crimes de abandono de incapaz ou exposição de vida ou saúde de outrem a perigo”, afirmou. O nome do investigado não foi divulgado, em respeito à legislação que protege a identidade de pessoas sob investigação. Moradores que presenciaram o ocorrido ressaltam a necessidade de atenção redobrada no transporte de crianças.
