Na última sexta-feira, 28 de junho, o casal britânico Daniel Gunter, de 27 anos, e Sophie Staddon, de 23, foi formalmente acusado de envolvimento na morte do filho recém-nascido, Brendon Staddon, que faleceu com apenas duas semanas de vida em março de 2024. O casal compareceu a um hospital em Somerset, na Inglaterra, levando o corpo do bebê já sem sinais vitais e, em seguida, deixou o local para fumar, sem aguardar por informações sobre a criança.
Segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público britânico, Daniel Gunter e Sophie Staddon são responsabilizados por causar ou permitir a morte de Brendon Staddon. A equipe médica do hospital relatou que o casal entregou o bebê “com o corpo mole e sem vida”, alegando que a criança estava “fria”. Ao constatar o óbito, os profissionais conduziram o corpo para a sala de ressuscitação. Daniel Gunter e Sophie Staddon foram detidos do lado de fora da unidade hospitalar enquanto fumavam e, conforme os enfermeiros, não retornaram para verificar o estado de saúde do filho.

Autópsia indica morte por traumatismo e agressões graves
A perícia médica identificou diversos ferimentos graves no corpo do recém-nascido. A autópsia apontou “traumatismo craniano por impactos contundentes”, com lesões não acidentais na cabeça, pescoço, pernas, mandíbula e tronco. “Sua cabeça havia sido esmagada a ponto de fraturar o crânio. Ele estava gravemente machucado da cabeça aos pés, com arranhões profundos no pescoço”, afirmou o promotor responsável pelo caso durante a audiência judicial.
Antes da morte de Brendon Staddon, os serviços sociais do Reino Unido e membros da família de Daniel Gunter já expressavam preocupação com o comportamento emocionalmente distante do casal em relação à criança. Sophie Staddon se recusou a permanecer no hospital após o parto, enquanto Daniel Gunter desrespeitou recomendações médicas ao retirar o bebê da incubadora sem autorização, estimular excessivamente o recém-nascido a ponto de causar sofrimento e remover uma sonda sem orientação profissional.
