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VÍDEO: Mulher é investigada por injúria racial contra casal: ‘Tenho nojo’

Suspeita já tinha antecedente pelo mesmo crime registrado na capital mineira
VÍDEO: Mulher é investigada por injúria racial contra casal: ‘Tenho nojo’

Uma mulher passou a ser investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais após ofender verbalmente um casal vindo de São Paulo dentro de um prédio no Centro de Belo Horizonte, no domingo (28/12/2025). A apuração envolve declarações de cunho racista captadas por câmeras de segurança e ocorreu em área comum do edifício onde as vítimas estavam hospedadas. As informações são do g1 Minas.

Segundo o boletim policial, as vítimas Eneida Aparecida Gusmão, de 43 anos, e Fabio dos Santos Bouças, de 51, viajaram à capital mineira para permanecer alguns dias no apartamento do filho. O contato com a suspeita ocorreu no hall do prédio durante a retirada de encomendas.

Polícia apura ofensas captadas por câmeras de segurança

De acordo com o relato, a mulher identificada como Natália Burza Gomes Dupin, de 42 anos, desceu ao local e cuspiu no chão ao notar a presença do casal. Pouco depois, retornou ao hall e, ao observar as vítimas em direção ao elevador, afirmou em voz alta, olhando na direção delas “Eu tenho nojo de preto, Fabiano”. No momento das falas, não havia outras pessoas no ambiente.

A Polícia Civil informou que instaurou inquérito para apurar injúria racial e que os envolvidos serão ouvidos pela Delegacia Especializada em Investigação de Crimes de Racismo, Xenofobia, LGBTfobia e Intolerâncias Correlatas, em Belo Horizonte. As vítimas relataram que esperam responsabilização criminal.

Em entrevista, Eneida Aparecida declarou “A motivação do racista é a existência do negro, não existe nenhuma outra motivação, é gratuito mesmo. A presença do negro incomoda, sobretudo em lugares onde teoricamente ele não deveria estar. Então, é absurdo, precisa ser combatido e denunciado. […] A gente não pode admitir que isso aconteça em pleno 2025”.

A defesa de Natália informou que “desconhece os fatos”.

A suspeita já tinha sido detida em dezembro de 2019 após ofensas racistas direcionadas a um taxista na Região Centro Sul de Belo Horizonte. Na ocasião, segundo a Polícia Militar, ela afirmou que “não andava com preto” e também disse “Eu não gosto de negro, sou racista, sou racista mesmo”. Após a detenção, respondeu por injúria racial, desacato, desobediência e resistência, permanecendo no sistema prisional por uma noite até liberação mediante fiança.

Após aquele caso, familiares divulgaram nota afirmando que Natália possui doença mental que altera o comportamento e pode provocar atitudes agressivas e imprevisíveis.

Veja o vídeo:

alfinetei

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