A Ypê iniciou nesta sexta-feira (15/05) o pedido de chaves Pix de consumidores que compraram produtos do lote final 1, alvo da suspensão mantida pela Anvisa. A fabricante disponibilizou um formulário no site oficial para solicitação de reembolso após a decisão envolvendo itens produzidos na unidade de Amparo, no interior de São Paulo. As informações são do g1.
O cadastro exige dados pessoais como nome completo, CPF, telefone, endereço e a chave Pix para devolução dos valores. O formulário também possui espaço para anexar nota fiscal ou cupom fiscal dos produtos adquiridos. Especialistas consultados pelo portal destacaram que a apresentação dos comprovantes não é obrigatória nesse tipo de situação, embora possa facilitar a análise dos pedidos.




Consumidores recebem confirmação após envio da solicitação
Após o preenchimento do formulário, clientes recebem um e-mail confirmando o protocolo do pedido. A mensagem informa que a resposta será encaminhada posteriormente por telefone ou correio eletrônico. Até a publicação da reportagem, a empresa não informou se os primeiros reembolsos já começaram a ser pagos.
A investigação teve início após inspeções conduzidas na fábrica da Ypê em Amparo, com participação de órgãos de vigilância sanitária do estado de São Paulo. Segundo a Anvisa, fiscais encontraram falhas em etapas importantes da produção, além de equipamentos com corrosão e armazenamento inadequado de resíduos.
A agência também informou que a bactéria Pseudomonas aeruginosa apareceu em mais de 100 lotes de produtos finalizados da marca. Especialistas ouvidos pelo g1 explicaram que a bactéria costuma apresentar baixo risco para pessoas saudáveis, mas pode trazer complicações para grupos vulneráveis, incluindo imunossuprimidos, pacientes oncológicos, transplantados, idosos fragilizados, bebês e pessoas com lesões na pele.
Os profissionais orientam interromper o uso dos produtos afetados pela medida. Pessoas sem sintomas não precisam buscar atendimento médico apenas pelo contato com os itens. A recomendação envolve atenção para sinais como irritações persistentes, febre, secreções ou problemas oculares. Também existe orientação para substituir esponjas de pia utilizadas com os detergentes atingidos e relavar roupas íntimas, toalhas e peças infantis com outro produto em caso de dúvida.
A Ypê contestou as conclusões apresentadas pela Anvisa. A fabricante afirmou que a inspeção não encontrou contaminação nos produtos comercializados e declarou que imagens divulgadas da fábrica mostram áreas sem contato direto com os itens vendidos aos consumidores. A empresa também sustentou que o uso normal dos produtos reduz significativamente qualquer carga bacteriana e afirmou não existir literatura médica apontando infecções provocadas por roupas lavadas com detergentes domésticos contaminados.
