Após 11 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em São José dos Campos, no interior paulista, o padre mineiro Márlon Múcio, de 52 anos, teve alta médica. Ele recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (11/9) e divulgou a informação por meio de um vídeo nas redes sociais.
“Obrigado pelas orações. Ainda estou um pouco dolorido e rouco. A cabeça tem horas que fica um pouco confusa, mas também foram onze dias na UTI”, disse o religioso ao lado de sua mãe. Ele havia sido internado no dia 1º de setembro, devido a fortes dores provocadas por uma dobra na parede direita da traqueia.




Márcio precisou usar morfina para amenizar a dor enquanto estava internado. Em maio, ele havia sido hospitalizado por 16 dias devido a complicações da Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), uma doença rara da qual é portador.
A RTD afeta cerca de 15 pessoas no Brasil e aproximadamente 350 em todo o mundo. Como parte do tratamento, padre Márlon Múcio precisa tomar diariamente 281 comprimidos.
Padre Márlon e a doença
O religioso nasceu em Carmo da Mata, na região Centro-Oeste de Minas. Desde a infância, ele teve que lidar com feridas pelo corpo. Ao completar sete anos, sofreu os primeiros sintomas da doença e teve a perda da audição. Na ocasião, ele passou por uma cirurgia corretiva, mas, quando completou 14 anos, começou a sentir dificuldade para mastigar.
O padre só teve o diagnóstico correto da doença aos 45 anos, quando já havia iniciado sua vida religiosa. Até então, ele e a família se submeteram a tratamentos para condições que não possuía. Em 2010, a saúde de Márlon piorou e ele passou a utilizar um respirador 24 horas por dia. O equipamento tinha o objetivo de auxiliar no controle da falta de ar e da fadiga.
