A força-tarefa da Secretaria da Segurança Pública (SSP) apura três principais hipóteses para esclarecer o assassinato de Vinicius Gritzbach, empresário e delator do Primeiro Comando da Capital (PCC). A Polícia Civil, Militar e a Polícia Técnico-Científica investigam se policiais militares, civis, um agente penitenciário, um devedor ou integrantes da facção criminosa participaram da execução do empresário.
Vinicius foi morto a tiros na última sexta-feira (8), no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, por dois homens encapuzados e armados com fuzis. Eles atacaram o empresário na área de desembarque, deixando-o sem vida com dez disparos.




Um motorista por aplicativo também foi atingido e morreu, além de outras duas vítimas que ficaram feridas. O caso segue em investigação, e a força-tarefa analisa as filmagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas.
Possíveis envolvidos na morte de Vinicius Gritzbach
Uma das linhas de investigação aponta que a morte de Vinicius pode ter sido orquestrada por membros do PCC, devido à sua colaboração com a Justiça sobre o envolvimento de agentes de segurança e membros da facção em crimes. Além disso, o empresário estava devendo US$ 100 milhões a Cara Preta, um criminoso ligado ao PCC.
Investigações em andamento sobre a participação de agentes de segurança
A Polícia Civil investiga o possível envolvimento de policiais militares e civis na execução. Vinicius havia contratado PMs para sua segurança pessoal, o que é considerado irregular. A Corregedoria da PM já estava investigando esses policiais, que foram afastados após a execução. Além disso, o agente penitenciário que estava investigado com Vinicius também é alvo da apuração.
O que pode ter motivado o crime
Outra hipótese levada em consideração pela polícia é que o assassinato tenha sido motivado por uma dívida financeira. Vinicius teria viajado até Maceió para cobrar uma dívida, e o homem envolvido na transação também está sendo investigado por possível participação no crime.
Atragédia no aeroporto
Além de Vinicius, Celso Araujo Sampaio de Novais, motorista por aplicativo, também perdeu a vida no ataque. Ele foi atingido por um tiro de fuzil e, apesar de socorrido, não resistiu aos ferimentos.
