O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decretou nesta segunda-feira (4/08) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes também determinou a realização de busca e apreensão na casa do ex-presidente, em Brasília (DF).
A medida foi determinada após descumprimento da medida cautelar que impedia Bolsonaro de usar redes sociais de terceiros. Nesse domingo (3/08), o ex-presidente participou pelo celular de atos em seu apoio em várias capitais. Seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, publicou vídeo de declaração do pai nessas manifestações.




Além de Bolsonaro, já foram presos o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-presidentes Michel Temer e Fernando Collor de Mello, que em diferentes contextos responderam a ações relativas a corrupção. Todos foram detidos em momentos em que não ocupavam a Presidência.
A exemplo de Bolsonaro, Collor também está em prisão domiciliar. Assim, dos oito presidentes do país desde a redemocratização, dois estão presos e um morreu (Itamar Franco). José Sarney, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Michel Temer e Dilma Rousseff estão livres. A última vive hoje na China, onde ocupa o cargo presidente do banco dos Brics.
Lula
Lula foi preso em abril de 2018 no âmbito da Operação Lava-Jato, logo após o STF negar, por 6 votos a 5, um habeas corpus preventivo solicitado por sua defesa à época.
Temer
Eleito como vice-presidente na chapa da petista Dilma Rousseff nas eleições de 2010 e 2014, Michel Temer assumiu o cargo após o impeachment e concluiu o mandato, quando transmitiu o cargo a Jair Bolsonaro. Quase três meses após deixar a Presidência, em 21 de março de 2019, Temer teve sua prisão preventiva decretada pelo juiz federal Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro, também no âmbito da Lava-Jato.
Collor
O terceiro ex-presidente a ser preso foi Fernando Collor de Mello, eleito em 1989 na primeira eleição direta após o fim da ditadura militar. Em 1992, Collor renunciou ao cargo em meio a um processo de impeachment motivado por escândalos de corrupção. Collor só foi preso em abril deste ano, depois que o ministro Edson Fachin, do STF, determinou o início do cumprimento da pena de oito anos e dez meses a que o ex-presidente fora condenado em 2023, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
