Na manhã desta terça-feira (20/1), Carlos Bolsonaro (PL-RJ) entrou em cena na caminhada liderada por Nikolas Ferreira (PL-MG), que segue do interior de Minas Gerais até Brasília. O encontro aconteceu por volta das 9h35, quando o grupo já havia ultrapassado a divisa mineira e avançava por território goiano.
A presença do vereador chamou atenção nas redes sociais e foi registrada pelo próprio Nikolas, que fez questão de marcar o momento com uma fala direcionada ao colega de partido. “Pelo seu pai, pelos presos do dia 8, por esse país. Apruma esse pé que tem muito quilômetro ainda”, disse o deputado, citando Jair Bolsonaro e os detidos pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
A caminhada, segundo Nikolas, vai além de uma iniciativa pessoal e carrega um significado político e simbólico. Em uma carta aberta divulgada antes do trajeto, ele reforçou que o movimento não busca autopromoção.




Caminhada como ato político
“Não é um gesto de vaidade. Não é espetáculo. É um ato de consciência, de amor ao Brasil e de compromisso com a liberdade”, escreveu o parlamentar. No texto, ele também afirma que existe uma “perseguição sistemática a opositores” no país.
Nikolas sustenta que o objetivo do percurso é chamar atenção para o que considera abusos judiciais e violações de direitos humanos contra os presos dos atos golpistas. O deputado ainda defende, no Congresso, a derrubada do veto presidencial relacionado à dosimetria das penas.
Imagens divulgadas nas redes mostram que a caminhada conta com outros aliados políticos, como os deputados federais Gustavo Gayer (PL-GO) e André Fernandes (PL-CE), além do vereador de Belo Horizonte Pablo Almeida (PL-MG). A expectativa é que novos apoiadores se juntem ao grupo ao longo do caminho.
Nikolas prevê chegada a Brasília no domingo (25/1) e garante que o ato seguirá sem confrontos. “A caminhada será ordeira e pacífica. Trata-se apenas do exercício legítimo do direito de ir e vir e do direito de manifestação, garantidos pela Constituição”, afirmou.
Nas redes sociais, André Fernandes também compartilhou detalhes dos bastidores do primeiro dia. Segundo ele, o grupo dormiu no chão de um estabelecimento no interior de Minas Gerais após percorrer cerca de 36 quilômetros, improvisando colchões e barracas para descansar.
