Os Estados Unidos retiraram a tarifa extra de 50% que incidia sobre café, carne, banana e açaí produzidos no Brasil. A decisão, anunciada nesta sexta-feira (14), elimina o acréscimo que vinha sendo cobrado em operações de comércio exterior envolvendo os dois países.
A isenção atinge especificamente a taxa adicional, sem alterar exigências sanitárias, regras logísticas ou demais protocolos de exportação. Até então, o percentual era aplicado diretamente sobre o valor final dos produtos enviados ao mercado norte-americano.
A suspensão foi confirmada oficialmente, embora sem explicações sobre critérios técnicos, prazo de validade da medida ou novas condições operacionais.



Impacto imediato para produtores e mercado
O café brasileiro, um dos grandes afetados pela tarifa extra, vinha registrando encarecimento, cancelamentos de contratos e acúmulo de estoques nos últimos meses. Antes da suspensão, o produto pagava 50% para entrar nos EUA, país que responde pelo maior consumo mundial e importou US$ 1,96 bilhão do Brasil em 2024, segundo dados da International Trade Administration.
A retirada do encargo também alivia pressões sobre cadeias produtivas importantes, já que os itens atingidos representam diferentes regiões agrícolas do país.
Negociações políticas pavimentaram o anúncio
A decisão veio um dia após a reunião em Washington entre o senador Marco Rubio e o chanceler Mauro Vieira. Antes disso, o encontro entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro, na Malásia, já havia sinalizado uma possível revisão das tarifas sobre produtos brasileiros.
Segundo interlocutores, a conversa entre os presidentes abriu espaço para um novo arranjo comercial, motivado principalmente pelo impacto dos preços do café e de outras commodities no mercado norte-americano.
