O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que ainda há espaço para uma negociação entre Brasil e Estados Unidos, mesmo diante da proximidade da entrada em vigor das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, prevista para começar em 1º de agosto. Apesar disso, o ministro destacou que qualquer tentativa de diálogo precisa ocorrer com cautela e respeito mútuo.
Segundo ele, para que as conversas avancem de forma construtiva, é fundamental que ambos os países se tratem com dignidade e consideração nas tratativas. “Tem que haver uma preparação antes para que seja respeitosa, para que os dois povos sejam valorizados na mesa de negociação”, disse Haddad. “O foco nosso é uma resposta dos americanos, que eles se manifestem em relação às duas cartas que foram enviadas, para que eles possam se manifestar sobre os pontos de negociações e a gente enderece uma solução”, completou.




Brasil busca diálogo, mas mantém cautela
Questionado sobre a possibilidade de um adiamento nas tarifas, Haddad preferiu não alimentar expectativas. Ele destacou que a decisão de aplicar as taxas foi unilateral por parte dos Estados Unidos, sem diálogo prévio, e que situações semelhantes ocorreram com outros países.
“Eu não sei, porque tem sido uma decisão unilateral (dos Estados Unidos), não só em relação ao Brasil, com outros países também”, afirmou o ministro. “Estamos muito confiantes de que preparamos um trabalho que vai permitir o Brasil superar esse momento, que não foi criado por nós, mas o Brasil vai estar preparado para cuidar de suas empresas, trabalhadores, enquanto busca racionalidade e respeito mútuo”, completou.
Mesmo diante do cenário difícil, Haddad afirmou perceber um certo movimento positivo vindo do lado americano. Ele disse que há sinais de que o governo dos Estados Unidos esteja repensando a forma como conduziu a decisão e que empresários norte-americanos também estariam sinalizando abertura para o diálogo.
“O Brasil nunca abandonou mesa de negociação. Eu acredito que, nesta semana, já há algum sinal de interesse em conversar. E há uma maior sensibilidade de algumas autoridades dos Estados Unidos de que, talvez, tenha se passado um pouquinho e, que, queiram conversar. Alguns empresários estão fazendo chegar ao nosso conhecimento de que estão encontrando maior abertura lá”, afirmou o ministro.
