A primeira-dama Janja Lula da Silva voltou a se pronunciar nas redes sociais nesta segunda-feira (30) em meio à repercussão do debate sobre o chamado Projeto de Lei da Misoginia. Sem mencionar diretamente o nome do deputado Nikolas Ferreira, ela criticou ataques recebidos e afirmou que há pessoas “perdendo tempo atacando e difamando” enquanto casos de violência contra mulheres continuam acontecendo no país. As informações são do Metrópoles.
Na publicação, Janja destacou que o objetivo do projeto é proteger mulheres e chamou atenção para o número de crimes registrados recentemente. “Enquanto uns mentem e distorcem informações sobre um Projeto de Lei criado para proteger e salvar a vida das mulheres, continuamos sendo mortas por homens todos os dias em nosso país”, escreveu.




Publicação trouxe casos recentes de feminicídio
O conteúdo compartilhado pela primeira-dama incluiu um vídeo com manchetes de jornais relatando casos recentes de feminicídio. Segundo ela, os episódios citados ocorreram ao longo do último fim de semana.
Na mensagem, Janja afirmou que o silêncio não pode ser uma opção diante desse cenário. “Enquanto esse tipo de notícia ainda fizer parte da nossa realidade, não iremos nos calar”, declarou na postagem.
Ela também voltou a mencionar os ataques recebidos após defender publicamente o projeto, que já foi aprovado no Senado Federal do Brasil. A proposta prevê equiparar a misoginia aos crimes de injúria e difamação, com penas que podem variar de dois meses a um ano de detenção.
Troca de críticas com deputado ampliou repercussão
A repercussão do tema ganhou força após declarações do deputado Nikolas Ferreira, que se tornou um dos principais críticos do projeto. Após a aprovação no Senado, ele classificou o texto como uma “aberração” e afirmou que pretende trabalhar para derrubar a proposta.
No domingo (29), o parlamentar publicou um vídeo respondendo diretamente às críticas feitas pela primeira-dama, usando termos ofensivos ao se referir a ela. A troca de declarações entre os dois aumentou a visibilidade do debate nas redes sociais e entre parlamentares.
O projeto segue em tramitação e ainda deve passar por novas etapas antes de uma eventual entrada em vigor.
