A Justiça de São Paulo determinou, no domingo (01/06), a prisão em regime aberto do jornalista Luan Araújo, perseguido com arma em punho pela ex-deputada federal Carla Zambelli em 2022, na capital paulista. A medida foi tomada após o não pagamento de uma indenização definida em processo relacionado a crime contra a honra. As informações são do O Globo.
No processo, Carla Zambelli alegou que um artigo publicado por Luan Araújo no portal Diário do Centro do Mundo atingiu a honra da parlamentar. No texto, o jornalista relatava o momento em que teve uma arma apontada na própria direção durante uma confusão na Alameda Lorena, na região dos Jardins, em São Paulo.



Decisão judicial e condenação
Na publicação mencionada na ação, Luan Araújo escreveu que Zambelli utilizou a situação como “mais um espaço para fazer o picadeiro clássico de uma extrema-direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”. Após análise do caso, a Justiça condenou o jornalista ao pagamento de aproximadamente R$ 2,2 mil por difamação.
Segundo a decisão assinada pelo juiz José Fernando Streinberg, o valor não foi quitado mesmo após intimação formal. O magistrado determinou a conversão da pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade. “Com efeito, tendo em vista que o condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta […] converto a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade, nos moldes da sentença prolatada”, diz o documento.
Relembre o caso de 2022
A perseguição aconteceu em outubro de 2022, durante o período eleitoral. Carla Zambelli sacou uma arma no bairro dos Jardins, em São Paulo, após uma troca de provocações com Luan Araújo. A região fica próxima à Avenida Paulista, onde Luiz Inácio Lula da Silva realizava um ato de campanha naquele dia.
Luan Araújo contou ao O Globo que saía de um chá de bebê quando ouviu Zambelli mencionar a candidatura de Tarcísio de Freitas ao governo paulista. Segundo o jornalista, a partir da troca de ofensas, pessoas próximas da então deputada passaram a filmá-lo.
“No fim da discussão, eu disse “te amo, espanhola”, que é a frase do (senador) Omar Aziz na CPI da covid”, afirmou.
Imagens divulgadas na época mostraram Carla Zambelli correndo atrás do jornalista após tropeçar durante a confusão. Um apoiador armado também apareceu nas gravações. Luan Araújo entrou em um bar localizado na Alameda Lorena e, pouco depois, a então deputada surgiu no local segurando uma arma.
