Nesta sexta-feira (27), Jair Bolsonaro recebeu ordem de prisão preventiva emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, e Michelle Bolsonaro divulgou mensagem religiosa nas redes durante viagem para Fortaleza. As informações são do O Globo.
Michelle Bolsonaro chegou ao Ceará para liderar encontro regional do PL Mulher, movimento no qual exerce a presidência nacional. Após a prisão, a agenda foi transferida para a vice-presidente do grupo, a deputada Rosana Valle (PL-SP).




A postagem divulgada no Instagram apresentou a frase: “Nós não vamos desistir da nossa nação”, acompanhada da declaração de confiança na Justiça divina e da afirmação de que “o Senhor dará o Escape, assim como fez em 2018, quando ele foi vítima de uma facada, planejada para matá-lo, por um ex-militante psolista.” A publicação também manteve agradecimento pelas orações e incluiu citação bíblica.
Manifestos públicos após a decisão judicial
Pouco após o anúncio da prisão preventiva, Michelle Bolsonaro publicou outra mensagem religiosa com a íntegra de um salmo com referências a proteção e vigilância divina. As manifestações seguiram a divulgação da ordem judicial, determinada em meio à convocação feita pelo senador Flávio Bolsonaro para vigília em frente ao condomínio de Jair Bolsonaro.
Parlamentares ligados ao PL se mobilizaram nas redes. O líder da bancada na Câmara, Sóstenes Cavalcante, publicou no X: “Ele nunca roubou ninguém, diminuiu impostos para todos os brasileiros e aumentou a arrecadação, entregou o comando do país, mesmo tendo um presidente do TSE totalmente tendencioso; a prisão de Bolsonaro é a maior perseguição política da história do Brasil!” A deputada Caroline de Toni escreveu que “o maior líder que a direita já teve, homem que não cometeu crime algum, foi submetido a um processo absolutamente nulo e agora é levado à prisão.”
Questionamentos também partiram de parlamentares de outros partidos. O deputado Marcel Van Hattem indagou: “Bolsonaro foi preso porque o filho convocou um momento de oração?” Já o deputado Carlos Jordy perguntou: “Qual a ameaça à ordem pública de um ato de oração pela vida de um idoso com a saúde debilitada?” O senador Hamilton Mourão declarou que Jair Bolsonaro “não constitui uma ameaça à ordem pública e sua transferência para a PF mostra claramente que o arbítrio e a perseguição não têm fim”.
