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Lula provoca Flávio Bolsonaro e cobra posição sobre o fim da escala 6×1

Presidente questionou resistência do candidato do PL à proposta que prevê dois dias de descanso por semana, sem redução salarial, e pediu que a oposição coloque o texto em votação
Lula provoca Flávio Bolsonaro e cobra posição sobre o fim da escala 6×1

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a pressionar Flávio Bolsonaro (PL) a se posicionar sobre a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (8), Lula cobrou o adversário pela votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e pediu que a bancada do PL permita o avanço da discussão no Senado.

“Bota a sua bancada para votar, cara! Pare de inventar lorota!”, afirmou o presidente, ao defender uma jornada de cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem corte nos salários.

Lula desafia Flávio Bolsonaro a votar o fim da escala 6×1

Na gravação, Lula questionou se Flávio pretende apoiar a votação da proposta e afirmou que a medida garantiria mais tempo de descanso aos trabalhadores.

“Vamos ou não vamos garantir ao povo trabalhador ficar dois dias em casa e trabalhar cinco dias, sem redução de salário?”, perguntou o presidente.

Lula também pediu que a discussão avance no Congresso e defendeu o que chamou de uma jornada de trabalho mais civilizada.

Flávio Bolsonaro critica proposta de redução da jornada

Flávio se posicionou contra o texto em discussão e argumentou que a mudança pode não trazer os resultados esperados caso provoque desemprego ou endividamento. Na quarta-feira (7), o senador afirmou que a redução da jornada “não vai adiantar” se os trabalhadores perderem seus empregos.

Segundo informações do Metrópoles, a campanha do candidato do PL também orientou senadores da oposição a se absterem em uma eventual votação da PEC e a evitarem manifestações públicas contra a proposta durante as sessões.

O que prevê o fim da escala 6×1?

A proposta em discussão prevê reduzir a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial. A medida começou a ser debatida pelo plenário do Senado na terça-feira (6).

O tema passou a ocupar espaço na disputa presidencial, com Lula cobrando apoio à proposta e Flávio questionando seus possíveis efeitos sobre o emprego e a renda.

alfinetei

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