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Saiba com qual câncer Bolsonaro foi diagnosticado e como será o tratamento

Ex-presidente passou por retirada de lesões na pele em Brasília; especialistas explicam diagnóstico, tipos de câncer de pele e condutas médicas
Saiba com qual câncer Bolsonaro foi diagnosticado e como será o tratamento

Nesta terça-feira (17), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu diagnóstico de câncer de pele após serem identificadas lesões no braço e no tórax durante internação no hospital DF Star, em Brasília. O médico Claudio Birolini, chefe da equipe cirúrgica, informou que Bolsonaro poderá receber os cuidados necessários em casa. As informações são do g1.

O procedimento realizado pelo ex-presidente consistiu na exérese das lesões, que são retiradas cirurgicamente para análise laboratorial. Algumas dessas lesões são classificadas como de comportamento incerto, ou seja, não é possível determinar apenas pela avaliação clínica se são benignas ou malignas. Nesses casos, a remoção completa permite investigação detalhada e definição do tratamento adequado.

Tipos de câncer de Bolsonaro

O principal risco associado a pintas suspeitas é o melanoma, tipo mais agressivo de câncer de pele, que se desenvolve a partir da proliferação descontrolada dos melanócitos. Apesar de representar menos de 5% dos casos, o melanoma é responsável pela maioria das mortes por câncer de pele. Os tipos mais comuns são os carcinomas: basocelular, que cresce lentamente e raramente causa metástase, e espinocelular, mais agressivo e com potencial de espalhar-se para outros órgãos.

A investigação começa com avaliação dermatológica detalhada, utilizando dermatoscópio para ampliar e analisar a distribuição de pigmentos e vasos sanguíneos. Lesões atípicas ou de risco elevado são removidas e encaminhadas para biópsia. O patologista verifica a presença de células tumorais e pode utilizar exames complementares, como imunohistoquímica, para confirmar se a lesão é maligna.

Entenda como será o tratamento de Bolsonaro

Quando a lesão é benigna, o tratamento se encerra com a retirada cirúrgica e cicatrização, acompanhado de acompanhamento dermatológico periódico. Em casos de câncer confirmado, pode ser necessária cirurgia complementar para ampliar margens ou exames adicionais para verificar metástase. Nos estágios avançados, imunoterapia, terapia-alvo e, em alguns casos, quimioterapia são recursos utilizados para controle da doença.

Especialistas reforçam que o câncer de pele apresenta altas taxas de cura quando detectado precocemente. A prevenção inclui uso diário de protetor solar, evitar exposição direta ao sol nos horários de maior intensidade, consultas dermatológicas regulares e atenção a alterações em pintas ou manchas já existentes.

alfinetei

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