A decisão de Flávio Bolsonaro (PL) de participar do debate presidencial da TV Band, marcado para domingo (18), ocorreu após a repercussão negativa de sua possível ausência e cobranças dentro do próprio campo político. Segundo informações do colunista Caio Junqueira, da CNN Brasil, a campanha do PT, que explorou o recuo inicialmente anunciado pelo senador, foi um dos fatores que contribuíram para a mudança de posição.
Ausência poderia virar munição para adversários
Na avaliação de integrantes do Centrão e de aliados bolsonaristas, deixar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sozinho no debate poderia representar um desgaste para Flávio, especialmente diante da mobilização petista nas ruas e nas redes sociais. O receio era que a ausência desse espaço ao adversário para reforçar críticas à campanha do senador.
Na quarta-feira (14), Flávio confirmou que estará no encontro em um vídeo publicado nas redes sociais. Ele afirmou que aguardava uma confirmação sobre a participação de Lula antes de anunciar sua própria decisão.
Campanha de Flávio enfrenta cobranças de aliados
A mudança também ocorre em meio a críticas de setores da direita à condução da campanha. Segundo o relato de Caio Junqueira, aliados avaliam que a equipe do senador passou a discutir propostas para um eventual governo antes de consolidar sua posição na disputa eleitoral.
Outra preocupação apontada é a falta de mobilização diante das ações do PT, que intensificou atividades presenciais e digitais. Para esses críticos, a campanha de Flávio tem concentrado esforços no discurso antipetista e na resposta a notícias falsas, mas precisa ampliar sua atuação e reorganizar a estratégia para a reta final.
A confirmação no debate, portanto, ocorre em um cenário de pressão externa e questionamentos internos sobre os rumos da campanha presidencial.
