O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar há aproximadamente 20 dias, apresentou melhorias nas funções pulmonares e digestivas, reduziu as queixas de fadiga e está preparado para realizar uma cirurgia no ombro direito. Os dados constam de boletins médicos encaminhados ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, na sexta-feira (17/4).
Após Bolsonaro ir para domiciliar para se recuperar de uma pneumonia, o cardiologista Brasil Ramos Caiado relatou que o ex-presidente mostra “melhora discreta e progressiva” no pulmão esquerdo. Na última sexta, o cardiologista chegou a citar “murmúrios vesiculares bastante reduzidos” quando Bolsonaro passava por um exame de ausculta.




O médico também citou “boa evolução” digestiva, já que o ex-presidente reduziu as queixas de refluxos gastroesofágicos, recorrentes quando ainda estava preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) de Brasília (DF). Segundo Ramos Caiado, Bolsonaro está em rigorosa dieta com “baixo teor de acidez, hipossódica e hipogordurosa”.
O cardiologista ainda descreveu um número menor de queixas de cansaço do ex-presidente. De acordo com Ramos Caiado, Bolsonaro está com “maior disposição física para realização das atividades diárias de rotina”. O médico pontuou que reduziu as doses diárias dos remédios para as crises de solução, o que, acrescentou, melhorou a perda de equilíbrio.
Evolução quadro de saúde
Em razão da evolução do quadro de saúde, o ortopedista Alexandre Paniago considerou Bolsonaro apto para ser submetido a uma artroscopia no ombro direito, anunciada ainda antes de o ex-presidente deixar o hospital DF Star para ir para a domiciliar. Segundo o ortopedista, a cirurgia é necessária para “fixação das lesões do manguito rotador do ombro direito e lesões associadas”.
O médico pontuou que Bolsonaro relatou melhoras nas dores e no funcionamento do ombro direito, mas segue “refratário à fisioterapia”. “Persiste com dor noturna em movimentos específicos que ativam a musculatura lesada do manguito rotador, tendo, portanto, necessidade de uso de medicação analgésica diária”, descreveu.
