Durante o inverno, muitas pessoas relatam um aumento significativo no apetite. O aumento da fome nos dias frios está diretamente ligado ao maior gasto de energia do corpo para manter a temperatura corporal estável, fenômeno que ocorre mesmo em repouso. A explicação está na chamada homeotermia, a capacidade do organismo de manter a temperatura em torno dos 36,5ºC, mesmo em ambientes gelados. As informações são do Correio Braziliense.
Para garantir esse equilíbrio térmico, o corpo queima mais calorias com o objetivo de gerar calor. Como consequência, surge a necessidade de repor essa energia por meio da alimentação, o que intensifica a sensação de fome, sobretudo por comidas quentes, calóricas e reconfortantes, típicas do inverno.




Saiba o que é fome física e fome emocional
Nem sempre, no entanto, esse aumento do apetite está relacionado apenas a uma demanda física. O inverno também pode favorecer a fome emocional, provocada por fatores como estresse, ansiedade ou tédio. Nesses casos, a vontade de comer não está ligada à necessidade real de nutrientes, mas sim ao conforto que certos alimentos, especialmente os ricos em açúcar e gordura, proporcionam.
Saber identificar a diferença entre os dois tipos de fome é essencial. A fome emocional, por exemplo, tende a surgir de forma repentina e específica (como desejo por chocolate), enquanto a fome fisiológica é mais gradual e menos seletiva.
Como controlar o apetite no frio?
A orientação dos especialistas é apostar em refeições ricas em fibras, legumes, verduras, proteínas magras e gorduras saudáveis, como abacate, azeite e oleaginosas. Esses alimentos promovem maior saciedade, ajudando a reduzir a ingestão calórica excessiva.
Outra recomendação é investir em sopas nutritivas, pratos quentes balanceados e chás sem açúcar, que aquecem o corpo e mantêm o apetite sob controle. E mesmo nos dias frios, é fundamental lembrar de beber água regularmente, já que a desidratação pode ser confundida com fome.
Caso a fome emocional ou o aumento de apetite no inverno estejam comprometendo o bem-estar ou levando a comportamentos compulsivos, é importante buscar apoio profissional. Nutricionistas e psicólogos podem ajudar a identificar as causas do problema e oferecer estratégias individualizadas para lidar com essas questões.
